“Eu sou o caminho.” Esta frase exprimida de maneira peremptória e objetiva pelos lábios sublimes de nosso mestre Jesus encerra um mundo de conceitos, arrazoados e possibilidades.
Ele afirmou categoricamente, sem meias medidas, sem qualquer espécie de subterfúgio. Por certo outras almas fizeram uma afirmação semelhante. Mas, em que a balança da verdade pesa mais a favor de nosso mestre maior? A resposta está na sublimidade de sua alma.
Ninguém é capaz de equiparar-se par a par com a sublimidade pura e altíssima de nosso mestre Jesus. Tal coisa é impossível a nós, pobres e miseráveis seres humanos, com a alma aferrolhada às correntes do demônio. É aqui que a superioridade imensurável de nosso mestre maior se escancara diante de nossa baixeza.
Ele está completamente livre do demônio. Sua alma é totalmente pura, sem manchas de qualquer tipo. A luz divina provinda de Deus jorra cristalina e pura em seu coração. O amor de Deus, o bem e a verdade estão impregnados em sua alma tão naturalmente como a luz aos raios de sol. A bondade de seu coração jorra como os raios de nosso astro rei sobre a Terra, alimentando corpos, vivificando criaturas, aquecendo miríades de seres todos os dias sem cansar, sem incomodar-se com a baixeza e a maldade de seus beneficiados.
Seu coração magnânimo guarda o sacrário divino que conecta a humanidade a Deus. Por isto Ele disse “Eu sou o caminho,” “Ninguém vai ao Pai sem antes passar por mim.”
A ignorância, a perversidade filha da estupidez olham com maus olhos para esta realidade, mas isto é vão e doloroso para elas. O mal não pode entender as consequências trágicas a si próprio por suas escolhas infelizes, alienado que está em sua maldade cega.
É chocante a bondade infinita que jorra incessantemente do coração de nosso mestre Jesus. Sua vida, suas ações, sua luta corajosa, sua confiança absoluta em Deus, seu sacrifício imenso, são um testemunho magnífico de uma alma iluminadíssima, de uma envergadura espiritual gigantesca. Um coração infinitamente bondoso, um amor inesgotável e veraz, uma sabedoria altíssima embelezava sua alma divina.
Somos mendigos se comparados à riqueza extraordinária de sua alma. Pobres de nós se não fosse por seu amor infinito a cobrir nosso miserável orgulho, nossa estúpida vaidade, nossa natural maldade. Estaríamos condenados para sempre a chafurdar no lodo sufocante de nossas misérias até morrermos de dor, agonia e desespero sob o tacão inexorável da justiça de Deus.
Mas o amor infinito de Deus não quer isto, Deus quer nossa salvação, por isto, nosso mestre maior desceu de seu trono magnífico no seio sublime de Deus, onde não existe dor, trevas, onde não existe o mal. Onde a felicidade impera perenemente, a pureza, o amor e a luz eterna coexistem juntos à beleza intemporal. De lá nosso mestre maior desceu a este inferno lodoso, onde impera a perversidade, o egoísmo, o orgulho e a vaidade.
Mas a sapiência de nosso mestre Jesus abarca tudo. O tempo não é uma barreira para ele. Ele sabe que o tempo e a dor transformarão todos os corações do mundo e abrirão a alma de todos à luz divina, camuflada dentro de todos por uma aluvião de perversidade e misérias.
Seu amor divino, trabalha e espera seguro e confiante, pois Ele conhece todos os meandros da existência humana, todos os arcanos profundos da Vida universal e sabe que Ele é o único caminho, a verdade e a vida.
sapereaudesempre
O divino Mestre.
Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
sábado, 2 de abril de 2016
quarta-feira, 23 de março de 2016
Obumbração.
Li um artigo na internet no qual uma pessoa criticava perversamente o espiritismo, visando a obra de Chico Xavier mais especificamente. A pessoa atacou as obras de Emmanuel, André Luís, Humberto de Campos e outros. Por suas palavras deduzia-se que a pessoa era um espírita divergente e crítico. Mas, a realidade é outra.
A verdade é que esta pessoa tem afinidade com as forças do mal. Está cega e dominada pelo diabo, o qual se aproveita de sua leviandade, de seu amor ao mal, para utilizá-la na obra perversa do diabo, o permanente inimigo do bem, de Deus, Jesus e da luz. E o espiritismo verdadeiro é vereda para a luz.
Chico Xavier foi um servidor fiel da luz divina. Sua vida foi um exemplo raro de dedicação a Deus. Ele optou pelo caminho da luz, da humildade e da bondade. É natural que quem luta pelo bem atraia a hostilidade do mal, o qual luta tenazmente contra a luz divina. O mal odeia a luz e o bem.
Os argumentos apresentados por esta pessoa no artigo eram fracos e inconsistentes, produto de uma mente perversa, mas pouco inteligente e sem muito conhecimento. Percebia-se facilmente uma pessoa maldosa hostil à luminosa verdade espírita, utilizando argumentos astutos e pervertidos, inconsistentes, intelectualmente falando, mas matreiros o suficiente para ludibriar espíritos fracos e ignorantes. Isto por si só é um indício da ação das forças diabólicas do mal.
O mundo no qual vivemos vive mergulhado nas trevas, é escravo do mal. Somos atormentados com a investida do mal a todo o momento, isto motiva às pessoas da luz a uma vigilância constante e atenta.
A pessoa que escreveu o artigo mencionado acima não percebe seu erro, sua visão falsa e distorcida da realidade. Isto, porque não tem afinidade com o bem e portanto, sua visão intelectual não pode apreender a verdade, pois está enublada com as nuvens do mal. A luz não tem coisa alguma a ver com as trevas.
Outro ponto a considerar é o ato de loucura em atacar uma pessoa do bem inocente. O mal não pode entender isto, imbuído que está em sua estupidez trevosa, mas a realidade pesa poderosa na vida de todos. Referimos à poderosa e inflexível justiça de Deus, à qual todas as criaturas do universo infinito estão submetidas, queira-se ou não, compreenda isto, ou não. São leis infalíveis e poderosíssimas que atuam em todos os recantos do universo em todas as situações e em qualquer tempo inexoravelmente.
Esta justiça inexorável tem um pacto eterno com as forças do bem. A justiça de Deus protege o bem, a luz e a verdade e se volta terrível e poderosa contra quem investe contra a luz.
A reação do mal a esta realidade é de leviandade e rebeldia perversa. Mas a justiça de Deus é infalível e dá a cada um sempre o que merece. A cegueira, a perversidade e a estupidez ignorante, tão comum em pessoas maldosas, não as livra da responsabilidade perante à justiça de Deus.
Assim, podemos conjeturar facilmente as consequências trágicas ao infeliz servidor do diabo mencionado acima. Sua vida vai sofrer um terrível abalo. Ele terá que sofrer dores angustiantes, humilhações penosas. Terá que penar aflições aterrorizantes até seu coração perverso se abrir, cansado, triste e amargurado à luz de Deus, Jesus e reconhecer no espiritismo a renascença do espírito evangélico de nosso mestre sublime Jesus, um roteiro de luz, amor, humildade e fraternidade, sob a luz caridosa do bem eterno, o qual iluminará a alma humana para sempre.
A verdade é que esta pessoa tem afinidade com as forças do mal. Está cega e dominada pelo diabo, o qual se aproveita de sua leviandade, de seu amor ao mal, para utilizá-la na obra perversa do diabo, o permanente inimigo do bem, de Deus, Jesus e da luz. E o espiritismo verdadeiro é vereda para a luz.
Chico Xavier foi um servidor fiel da luz divina. Sua vida foi um exemplo raro de dedicação a Deus. Ele optou pelo caminho da luz, da humildade e da bondade. É natural que quem luta pelo bem atraia a hostilidade do mal, o qual luta tenazmente contra a luz divina. O mal odeia a luz e o bem.
Os argumentos apresentados por esta pessoa no artigo eram fracos e inconsistentes, produto de uma mente perversa, mas pouco inteligente e sem muito conhecimento. Percebia-se facilmente uma pessoa maldosa hostil à luminosa verdade espírita, utilizando argumentos astutos e pervertidos, inconsistentes, intelectualmente falando, mas matreiros o suficiente para ludibriar espíritos fracos e ignorantes. Isto por si só é um indício da ação das forças diabólicas do mal.
O mundo no qual vivemos vive mergulhado nas trevas, é escravo do mal. Somos atormentados com a investida do mal a todo o momento, isto motiva às pessoas da luz a uma vigilância constante e atenta.
A pessoa que escreveu o artigo mencionado acima não percebe seu erro, sua visão falsa e distorcida da realidade. Isto, porque não tem afinidade com o bem e portanto, sua visão intelectual não pode apreender a verdade, pois está enublada com as nuvens do mal. A luz não tem coisa alguma a ver com as trevas.
Outro ponto a considerar é o ato de loucura em atacar uma pessoa do bem inocente. O mal não pode entender isto, imbuído que está em sua estupidez trevosa, mas a realidade pesa poderosa na vida de todos. Referimos à poderosa e inflexível justiça de Deus, à qual todas as criaturas do universo infinito estão submetidas, queira-se ou não, compreenda isto, ou não. São leis infalíveis e poderosíssimas que atuam em todos os recantos do universo em todas as situações e em qualquer tempo inexoravelmente.
Esta justiça inexorável tem um pacto eterno com as forças do bem. A justiça de Deus protege o bem, a luz e a verdade e se volta terrível e poderosa contra quem investe contra a luz.
A reação do mal a esta realidade é de leviandade e rebeldia perversa. Mas a justiça de Deus é infalível e dá a cada um sempre o que merece. A cegueira, a perversidade e a estupidez ignorante, tão comum em pessoas maldosas, não as livra da responsabilidade perante à justiça de Deus.
Assim, podemos conjeturar facilmente as consequências trágicas ao infeliz servidor do diabo mencionado acima. Sua vida vai sofrer um terrível abalo. Ele terá que sofrer dores angustiantes, humilhações penosas. Terá que penar aflições aterrorizantes até seu coração perverso se abrir, cansado, triste e amargurado à luz de Deus, Jesus e reconhecer no espiritismo a renascença do espírito evangélico de nosso mestre sublime Jesus, um roteiro de luz, amor, humildade e fraternidade, sob a luz caridosa do bem eterno, o qual iluminará a alma humana para sempre.
terça-feira, 15 de março de 2016
Sapiência e pecado.
“Quem peca é escravo do pecado.” Um tratado inteiro de psicologia poderia ser extraído desta frase sapiente e profunda. Por trás de suas palavras simples e despretensiosas existe um alto sentido, um significado profundo de difícil percepção à superficialidade natural da mentalidade comum.
Nosso mestre maior suplantou sua sabedoria aqui, apontando a todos nós a causa sutil e permanente das motivações humanas, aquela que antecede a todas as ações humanas e está na origem de todos nossos atos.
Ao dizer “escravo” ou como está em outra tradução: “servo,” nosso sublime mestre revelou um aspecto profundo da psicologia humana. O escravo ou o servo não tem liberdade ou autonomia. Sua existência está condicionada à sua dependência. O escravo está totalmente dependente de outrem, ele não tem vontade própria, o que faz sua desgraça.
Mas, a alma humana é sempre livre. Tudo o que lhe acontece tem sempre que passar pelo crivo de sua vontade, por maior que seja o peso do destino.
A sabedoria divina de nosso mestre Jesus alertou a alma humana à nocividade inconsciente e desconhecida pela maioria de seu amor ao mal.
Ao dizer antes “Quem peca” ele acentuou claramente o momento psicológico no qual a alma abre mão de sua autonomia, abre mão de sua fortaleza moral, cede à fraqueza e deixa-se prender-se pelo mal. Aí sua alma ficará acorrentada às forças perversas que sugarão sua alma até à exaustão. Depois, cansada, oprimida, imunda, atolada na miséria, angustiada pela dor atroz, será abandonada pelo diabo como um lixo inútil.
Não é difícil observar pessoas nesse estado em nosso dia a dia. Pessoas embrutecidas por drogas, devassidão, álcool, crime, as quais degradaram-se ao extremo. Algumas tornaram-se verdadeiros zumbis humanos, já não tem mais vontade própria.
Tais pessoas estariam completamente perdidas se não fossem acolhidas pela misericórdia divina, pelo amor inesgotável de Deus.
Assim, podemos notar aqui mais um indício da bondade maravilhosa de nosso mestre maior, o qual nos abençoou com sua sapiência divina, abrindo os olhos de nossa alma à verdade que liberta para sempre.
Nosso mestre maior suplantou sua sabedoria aqui, apontando a todos nós a causa sutil e permanente das motivações humanas, aquela que antecede a todas as ações humanas e está na origem de todos nossos atos.
Ao dizer “escravo” ou como está em outra tradução: “servo,” nosso sublime mestre revelou um aspecto profundo da psicologia humana. O escravo ou o servo não tem liberdade ou autonomia. Sua existência está condicionada à sua dependência. O escravo está totalmente dependente de outrem, ele não tem vontade própria, o que faz sua desgraça.
Mas, a alma humana é sempre livre. Tudo o que lhe acontece tem sempre que passar pelo crivo de sua vontade, por maior que seja o peso do destino.
A sabedoria divina de nosso mestre Jesus alertou a alma humana à nocividade inconsciente e desconhecida pela maioria de seu amor ao mal.
Ao dizer antes “Quem peca” ele acentuou claramente o momento psicológico no qual a alma abre mão de sua autonomia, abre mão de sua fortaleza moral, cede à fraqueza e deixa-se prender-se pelo mal. Aí sua alma ficará acorrentada às forças perversas que sugarão sua alma até à exaustão. Depois, cansada, oprimida, imunda, atolada na miséria, angustiada pela dor atroz, será abandonada pelo diabo como um lixo inútil.
Não é difícil observar pessoas nesse estado em nosso dia a dia. Pessoas embrutecidas por drogas, devassidão, álcool, crime, as quais degradaram-se ao extremo. Algumas tornaram-se verdadeiros zumbis humanos, já não tem mais vontade própria.
Tais pessoas estariam completamente perdidas se não fossem acolhidas pela misericórdia divina, pelo amor inesgotável de Deus.
Assim, podemos notar aqui mais um indício da bondade maravilhosa de nosso mestre maior, o qual nos abençoou com sua sapiência divina, abrindo os olhos de nossa alma à verdade que liberta para sempre.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Dor e evangelho.
Se há um entre tantos aspectos que ressaltam na doutrina evangélica de nosso sublime mestre maior é no que diz respeito à dor.
Nosso mestre maior lançou um novo parâmetro sobre esta fatal companheira da humanidade.
Tal parâmetro, serviu muitas vezes como pretexto a distorções evasivas dos fracos, dos covardes e dos acomodados.
Desde seu início o evangelho bateu de frente com a perversidade humana e também bateu de frente com a hipocrisia, a estupidez, a má vontade de seus próprios seguidores.
Os fracos e covardes de todos os tempos usam o evangelho para justificar sua acomodação, sua preguiça e má vontade no intuito de requisitar a caridade evangélica.
É comum em todo o mundo os mendigos solicitarem esmolas em igrejas e outros lugares onde há afluência de cristãos.
Este é um ponto de vista errado referente à dor. Algo semelhante aconteceu na idade média, quando havia suplícios e auto mutilações voluntárias.
Tais pessoas são doentes da alma. São os eternos fracos de todas as épocas, mais amigos do diabo de que de nosso mestre Jesus.
Nosso sublime mestre deixou-nos um legado divino provindo do coração de Deus. Um tesouro imperecível de amor, bondade, pureza e humildade, o qual é o único roteiro verdadeiro para a eternidade de Deus.
É justamente sobre a dor que este legado divino causou um impacto profundo à nossa psicologia diabólica. A dor é o remédio amargo forçado que purifica e cura a alma humana, libertando o coração humano das garras perversas do diabo, o ferrenho inimigo do bem, de Deus e de nosso mestre Jesus.
A dor é nossa eterna companheira. Ela jamais desaparece totalmente, apenas muda de forma, para onde nos viramos lá está ela, disfarçada ou não. É inútil tentar fugir de sua investida. Não há lugar, tempo, circunstância, ou situação que possa impedir sua investida.
O ignorante e perverso coração humano está longe de compreender a relação sutil, mas real, de sua vontade perversa e egoísta e a dor que o atormenta. Está longe de compreender a sabedoria divina da justiça de Deus, a qual jamais erra e dá a cada um o que a pessoa plantou em sua vida, sem errar o mínimo sequer.
Acima de nossas loucuras, nossa leviandade, nossa perversidade cotidiana está a espada severa e infalível da justiça de Deus suspensa sobre nossas cabeças. Ela não deixa passar as mínimas falhas e nos vigia ininterruptamente.
Nosso mestre sublime nos deixou o único e verdadeiro roteiro para a superação da dor: abrir o coração à luz divina de seu evangelho redentor e fazer as pazes com Deus.
Assim, Deus vai abrir as portas da eternidade divina a quem ousar seguir as pegadas cintilantes daquele ser sublime que um dia, sangrando, humilhado, carregando a cruz do opróbrio, da perversidade, sob o vozerio infame e estúpido da plebe ignorante, venceu a dor para sempre.
Nosso mestre maior lançou um novo parâmetro sobre esta fatal companheira da humanidade.
Tal parâmetro, serviu muitas vezes como pretexto a distorções evasivas dos fracos, dos covardes e dos acomodados.
Desde seu início o evangelho bateu de frente com a perversidade humana e também bateu de frente com a hipocrisia, a estupidez, a má vontade de seus próprios seguidores.
Os fracos e covardes de todos os tempos usam o evangelho para justificar sua acomodação, sua preguiça e má vontade no intuito de requisitar a caridade evangélica.
É comum em todo o mundo os mendigos solicitarem esmolas em igrejas e outros lugares onde há afluência de cristãos.
Este é um ponto de vista errado referente à dor. Algo semelhante aconteceu na idade média, quando havia suplícios e auto mutilações voluntárias.
Tais pessoas são doentes da alma. São os eternos fracos de todas as épocas, mais amigos do diabo de que de nosso mestre Jesus.
Nosso sublime mestre deixou-nos um legado divino provindo do coração de Deus. Um tesouro imperecível de amor, bondade, pureza e humildade, o qual é o único roteiro verdadeiro para a eternidade de Deus.
É justamente sobre a dor que este legado divino causou um impacto profundo à nossa psicologia diabólica. A dor é o remédio amargo forçado que purifica e cura a alma humana, libertando o coração humano das garras perversas do diabo, o ferrenho inimigo do bem, de Deus e de nosso mestre Jesus.
A dor é nossa eterna companheira. Ela jamais desaparece totalmente, apenas muda de forma, para onde nos viramos lá está ela, disfarçada ou não. É inútil tentar fugir de sua investida. Não há lugar, tempo, circunstância, ou situação que possa impedir sua investida.
O ignorante e perverso coração humano está longe de compreender a relação sutil, mas real, de sua vontade perversa e egoísta e a dor que o atormenta. Está longe de compreender a sabedoria divina da justiça de Deus, a qual jamais erra e dá a cada um o que a pessoa plantou em sua vida, sem errar o mínimo sequer.
Acima de nossas loucuras, nossa leviandade, nossa perversidade cotidiana está a espada severa e infalível da justiça de Deus suspensa sobre nossas cabeças. Ela não deixa passar as mínimas falhas e nos vigia ininterruptamente.
Nosso mestre sublime nos deixou o único e verdadeiro roteiro para a superação da dor: abrir o coração à luz divina de seu evangelho redentor e fazer as pazes com Deus.
Assim, Deus vai abrir as portas da eternidade divina a quem ousar seguir as pegadas cintilantes daquele ser sublime que um dia, sangrando, humilhado, carregando a cruz do opróbrio, da perversidade, sob o vozerio infame e estúpido da plebe ignorante, venceu a dor para sempre.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Evangelho: impacto universal.
A encarnação de nosso mestre maior em nosso infernal mundo causou variados impactos à existência humana. Não é de somenos que no ocidente passou-se a dividir o tempo antes e depois de sua encarnação.
Sua vida, seus passos sagrados, sua palavra magnífica e pura, seu verbo transcendente, seu amor sublime, sua bondade infinita, seu amor magnificente e sua fidelidade imutável a Deus, invadiram e iluminaram definitivamente o mundo anímico da humanidade até o final dos tempos.
A perverso, egoísta, alienado e demoníaco coração humano passou a desfrutar de uma convivência íntima mais intensa com Deus. A partir de sua encarnação a chama sagrada do bem aqueceu a frieza perversa e egoísta do mundo. Os costumes perversos, frios e egoístas, os quais imperavam absolutamente em todos os corações, foram mudando, absorvidos pela bondade luminosa, a qual perfuma todos os corações que se abrem a seu aroma celestial.
O tempo ainda há de revelar aspectos desconhecidos da doutrina evangélica, os quais revelarão à humanidade futura impactos profundos e misteriosos que causam fenômenos poderosos relacionados às poderosíssimas forças da natureza que regem todo o universo sem fim.
No futuro, uma humanidade melhor vai compreender que a encarnação de nosso mestre Jesus foi o fato mais importante de nossa história torta, perversa e falsa, vítimas que somos de nossa falsa percepção das coisas sob o encanto sedutor do diabo.
Seu convite falso, matreiro e perverso se esconde por trás de tudo. Seu veneno maldito contaminou o ar de todo o mundo, espalhando os germes da violência, depravação e da perversidade por toda a Terra.
Ai de quem despreza as palavras verdadeiras pronunciadas pelos lábios puros de nosso mestre maior em seu evangelho eterno e dar ouvidos ao diabo!
Sua vida afundará no lodaçal das imundícies, onde sorverá o cálice da dor, humilhação, doenças e da agonia terrificante, até que seu coração se abra à voz silenciosa de Deus e siga os passos da luz evangélica ofertada pela infinita bondade daquele que é o único caminho da verdade e da vida.
Sua vida, seus passos sagrados, sua palavra magnífica e pura, seu verbo transcendente, seu amor sublime, sua bondade infinita, seu amor magnificente e sua fidelidade imutável a Deus, invadiram e iluminaram definitivamente o mundo anímico da humanidade até o final dos tempos.
A perverso, egoísta, alienado e demoníaco coração humano passou a desfrutar de uma convivência íntima mais intensa com Deus. A partir de sua encarnação a chama sagrada do bem aqueceu a frieza perversa e egoísta do mundo. Os costumes perversos, frios e egoístas, os quais imperavam absolutamente em todos os corações, foram mudando, absorvidos pela bondade luminosa, a qual perfuma todos os corações que se abrem a seu aroma celestial.
O tempo ainda há de revelar aspectos desconhecidos da doutrina evangélica, os quais revelarão à humanidade futura impactos profundos e misteriosos que causam fenômenos poderosos relacionados às poderosíssimas forças da natureza que regem todo o universo sem fim.
No futuro, uma humanidade melhor vai compreender que a encarnação de nosso mestre Jesus foi o fato mais importante de nossa história torta, perversa e falsa, vítimas que somos de nossa falsa percepção das coisas sob o encanto sedutor do diabo.
Seu convite falso, matreiro e perverso se esconde por trás de tudo. Seu veneno maldito contaminou o ar de todo o mundo, espalhando os germes da violência, depravação e da perversidade por toda a Terra.
Ai de quem despreza as palavras verdadeiras pronunciadas pelos lábios puros de nosso mestre maior em seu evangelho eterno e dar ouvidos ao diabo!
Sua vida afundará no lodaçal das imundícies, onde sorverá o cálice da dor, humilhação, doenças e da agonia terrificante, até que seu coração se abra à voz silenciosa de Deus e siga os passos da luz evangélica ofertada pela infinita bondade daquele que é o único caminho da verdade e da vida.
sábado, 26 de dezembro de 2015
À sombra do mestre.
Todos nós agonizaríamos para sempre no pavoroso mar de nossa maldade, se o amor sublime de nosso mestre maior não se estendesse até nós para nos trazer a luz de Deus.
Morreríamos atolados no lodaçal de nossa vergonha, se não pudéssemos nos abrigar à sombra generosa de sua misericórdia.
A agonia do mal causaria um mal estar tão grande que seria insuportável para nós. Morreríamos enlouquecidos nas trevas terríveis de nossa perversidade se seu amor magnificente não cobrisse nossa natural maldade.
O amor de nosso mestre maior é a árvore que nos abriga do calor torrencial do mal, o qual esbraseia e perverte tudo que o cerca.
Ninguém suportaria encarar seu próprio demônio se a misericórdia divina de nosso mestre sublime não acolhesse nossa miséria malvada.
Morreríamos intoxicados com nosso próprio veneno se a bondade infinita de Deus não nos acolhesse todos os dias.
O amor de nosso mestre já se estendia sobre nós muito antes de sua encarnação neste inferno e continuará nos abrigar até o final dos tempos.
Sua mensagem sagrada de paz, concórdia, amor e bondade, será inscrita no coração de todos, custe o que custar.
Esta mensagem tem o beneplácito de Deus, por isto força alguma pode vencê-la.
Dia a dia, momento a momento as paredes do edifício milenar do mal desabam, corroídas por sua própria podridão perversa, sob a pressão da vontade de Deus.
O mestre sabe que sua vitória é certa. Ele sabe que todos os recantos do mal serão alijados deste mundo sob a pressão da dor e do tempo.
Seu amor divino se espalhará por todos os recantos do mundo, alimentado, sustentado por todas as forças do bem eterno, provindas do amor infinito de Deus.
Ele sabe que amanhã todas as nações do mundo se unirão sob a bandeira única de seu evangelho.
Ele sabe que a dor, a luz e o tempo, alijarão para sempre o mal. Ele sabe que o único caminho é este, sabe que os demais são apenas desvios ou atalhos para sua senda luminosa de beleza, humildade e amor.
As gerações de amanhã irão louvar sua bondade divina. Seu evangelho luminoso será festejado em todo o mundo como a mais alta criação da vida, o maior tesouro do universo.
Morreríamos atolados no lodaçal de nossa vergonha, se não pudéssemos nos abrigar à sombra generosa de sua misericórdia.
A agonia do mal causaria um mal estar tão grande que seria insuportável para nós. Morreríamos enlouquecidos nas trevas terríveis de nossa perversidade se seu amor magnificente não cobrisse nossa natural maldade.
O amor de nosso mestre maior é a árvore que nos abriga do calor torrencial do mal, o qual esbraseia e perverte tudo que o cerca.
Ninguém suportaria encarar seu próprio demônio se a misericórdia divina de nosso mestre sublime não acolhesse nossa miséria malvada.
Morreríamos intoxicados com nosso próprio veneno se a bondade infinita de Deus não nos acolhesse todos os dias.
O amor de nosso mestre já se estendia sobre nós muito antes de sua encarnação neste inferno e continuará nos abrigar até o final dos tempos.
Sua mensagem sagrada de paz, concórdia, amor e bondade, será inscrita no coração de todos, custe o que custar.
Esta mensagem tem o beneplácito de Deus, por isto força alguma pode vencê-la.
Dia a dia, momento a momento as paredes do edifício milenar do mal desabam, corroídas por sua própria podridão perversa, sob a pressão da vontade de Deus.
O mestre sabe que sua vitória é certa. Ele sabe que todos os recantos do mal serão alijados deste mundo sob a pressão da dor e do tempo.
Seu amor divino se espalhará por todos os recantos do mundo, alimentado, sustentado por todas as forças do bem eterno, provindas do amor infinito de Deus.
Ele sabe que amanhã todas as nações do mundo se unirão sob a bandeira única de seu evangelho.
Ele sabe que a dor, a luz e o tempo, alijarão para sempre o mal. Ele sabe que o único caminho é este, sabe que os demais são apenas desvios ou atalhos para sua senda luminosa de beleza, humildade e amor.
As gerações de amanhã irão louvar sua bondade divina. Seu evangelho luminoso será festejado em todo o mundo como a mais alta criação da vida, o maior tesouro do universo.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Natal.
Meu mestre maior:
Hoje é a noite mais especial do ano. É a comemoração universal de tua chegada sagrada a este inferno. A partir de tua chegada abriu-se a estrada divina do bem e a da luz divina, a qual encaminha aos páramos celestes do amor infinito de Deus.
Perdoa meu mestre sublime a multidão ignorante, a qual distorce teu sagrado evangelho a favor de convenções estúpidas, para satisfazer seus instintos baixos e perversos sob a influência do diabo.
Tem pena da multidão ignorante meu mestre, são cegos guiando outros cegos e como tua sabedoria celeste nos advertiu, ambos cairão em um abismo.
Pobres criaturas! Elas tem o entendimento tardio e distorcido. Não querem seguir tuas recomendações divinas. O coração delas é um poço de egoísmo, maldade e baixeza, só cedem à baixeza do interesse rasteiro.
Há milênios a tolice humana perverte teu evangelho sagrado a favor de sua tradição diabólica, inspirada pelo diabo e sua caterva perversa.
Na noite de hoje milhões de pessoas, estão preocupadas em dar presentes umas às outras. Estão focadas em festas, alegrias mundanas, beber e comer, sem qualquer lembrança do verdadeiro sentido de tuas palavras sagradas, voltadas para o sacrifício próprio, à humildade, ao bem, à luz e à verdade, na luta diária por toda a vida. Tua mensagem sublime estabeleceu os princípios divinos sob a égide magnífica do amor de Deus para toda a humanidade perpetuamente. Teu evangelho sagrado é o roteiro de luta sagrado para aproximar a humanidade de Deus todos os dias até o final dos tempos.
Não é assim que pensa a alienada multidão, dominada por forças diabólicas, desde o começo dos tempos.
Mas quem ouve seus arrazoados perversos e loucos? Quem vai palmilhar suas veredas trevosas? Somente os fracos, os maldosos, os ignorantes e inconsequentes, amigos do mal, vão dar ouvidos às suas sugestões demoníacas, para terminarem derreados, doentes, tristes, atulhados de dores e problemas até o pescoço, sob a inexorável justiça de Deus.
Aí sob o inferno pessoal que criaram para si próprios, a alma da multidão vai lamentar o dia que deu ouvidos ao mal e trocou teu evangelho sagrado por presentes e festas mundanas, sem abrir o coração aos mais necessitados, sem perdoar o próximo, sem dividir seu bem estar com os desvalidos da sorte, sem alimentar bocas famintas, sem alegrar os tristes, sem ajudar o próximo, sem combater o mal, as trevas e o desespero, sob a bandeira divina da humildade e do amor divino.
Hoje é a noite mais especial do ano. É a comemoração universal de tua chegada sagrada a este inferno. A partir de tua chegada abriu-se a estrada divina do bem e a da luz divina, a qual encaminha aos páramos celestes do amor infinito de Deus.
Perdoa meu mestre sublime a multidão ignorante, a qual distorce teu sagrado evangelho a favor de convenções estúpidas, para satisfazer seus instintos baixos e perversos sob a influência do diabo.
Tem pena da multidão ignorante meu mestre, são cegos guiando outros cegos e como tua sabedoria celeste nos advertiu, ambos cairão em um abismo.
Pobres criaturas! Elas tem o entendimento tardio e distorcido. Não querem seguir tuas recomendações divinas. O coração delas é um poço de egoísmo, maldade e baixeza, só cedem à baixeza do interesse rasteiro.
Há milênios a tolice humana perverte teu evangelho sagrado a favor de sua tradição diabólica, inspirada pelo diabo e sua caterva perversa.
Na noite de hoje milhões de pessoas, estão preocupadas em dar presentes umas às outras. Estão focadas em festas, alegrias mundanas, beber e comer, sem qualquer lembrança do verdadeiro sentido de tuas palavras sagradas, voltadas para o sacrifício próprio, à humildade, ao bem, à luz e à verdade, na luta diária por toda a vida. Tua mensagem sublime estabeleceu os princípios divinos sob a égide magnífica do amor de Deus para toda a humanidade perpetuamente. Teu evangelho sagrado é o roteiro de luta sagrado para aproximar a humanidade de Deus todos os dias até o final dos tempos.
Não é assim que pensa a alienada multidão, dominada por forças diabólicas, desde o começo dos tempos.
Mas quem ouve seus arrazoados perversos e loucos? Quem vai palmilhar suas veredas trevosas? Somente os fracos, os maldosos, os ignorantes e inconsequentes, amigos do mal, vão dar ouvidos às suas sugestões demoníacas, para terminarem derreados, doentes, tristes, atulhados de dores e problemas até o pescoço, sob a inexorável justiça de Deus.
Aí sob o inferno pessoal que criaram para si próprios, a alma da multidão vai lamentar o dia que deu ouvidos ao mal e trocou teu evangelho sagrado por presentes e festas mundanas, sem abrir o coração aos mais necessitados, sem perdoar o próximo, sem dividir seu bem estar com os desvalidos da sorte, sem alimentar bocas famintas, sem alegrar os tristes, sem ajudar o próximo, sem combater o mal, as trevas e o desespero, sob a bandeira divina da humildade e do amor divino.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Uma profecia.
"E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória.
"E clamou fortemente com grande voz, dizendo: “Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável.”
"Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra fornicaram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias."
"E ouvi outra voz do céu, que dizia: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.”
"Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela.
Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro."
"Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto.
Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga."
"E os reis da terra, que fornicaram com ela, e viveram em delícias, a chorarão, e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio; estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: “Ai! ai daquela grande cidade de Babilônia, aquela forte cidade! Pois em uma hora veio o seu juízo.”
Apocalipse 18:1-10
Estas palavras, ditadas por nosso mestre Jesus há mais de dois mil anos à sensível e elevada alma do apóstolo João, no silêncio sagrado dos eleitos, é uma profecia realista do quadro social em todo o mundo atual. Um retrato psicológico e moral muito fiel da sociedade atual em todo o mundo.
O diabo lançou o hálito pestilencial e imundo da depravação por todo o planeta. Ele não poupou mesmo as coisas mais sagradas. Igreja, família e até mesmo as instituições mais sacras foram queimadas no incêndio universal da depravação, executado pelo fogo imundo do demônio.
Seu hálito pestilencial espalhou-se por toda Terra, inoculando o vírus da imoralidade depravada em todas as almas, arrastando em sua bolha invisível a multidão dos fracos, dos loucos, dos levianos que pululam em todo o mundo.
Crianças, homens e mulheres, são arrastados todos os dias por seu
canto maldito. Cegos guiando outros cegos! Todos vão cair no abismo!
Como abrir os olhos de um cego que não quer enxergar?
Mas a maldição está embutida na fumaça de sua fogueira imunda. O fogo imundo do diabo traz em si o vírus de sua própria destruição. A.I.D.S e outras doenças venéreas mortais são as consequências trágicas e dolorosas daquelas almas perdidas, loucas, levianas e inconsequentes, as quais ouviram o canto maldito por um dia e terão que penar misérias terríveis sob o guante da dor, amarguradas, tristes, humilhadas e moralmente marginalizadas pelo resto de suas vidas.
É o maldito preço que pagam por saborearem o veneno mortal da depravação,e da imoralidade, atormentadas pelo canto imundo e matreiro do diabo, inimigo ferrenho de Deus, da luz, do amor e da verdade.
“Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto.
Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga.”
É bem óbvio neste trecho a observação sobre o comportamento comum entre pessoas sob o encanto prazeroso do mal, as quais não levam a sério advertências e conselhos, saindo-se frequentemente com argumentos falazes e tortos para justificarem sua loucura. Mas, a sabedoria divina de nosso mestre maior logo demonstra na sequência o resultado nefasto e doloroso desta opção infeliz ao dizer: “Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga.”
O trecho: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” É uma sábia e bondosa recomendação a quem quiser evitar a dor, as misérias e a morte angustiante no caminho terrível e perverso do diabo, feita com mais de dois mil anos de antecedência, graças à sabedoria e ao poder invencível de nosso sublime mestre Jesus.
O prazer sexual é um presente de Deus à humanidade sofredora. É um momento sagrado de intimidade entre um homem e uma mulher, onde duas almas se entregam uma à outra e desfrutam da alegria eterna. Não vamos macular nossa alma e nossos corpos com o veneno da imundície.
Desfrutemos da alegria verdadeira, ela é um dom divino compartilhado por todos os anjos do universo.
"E clamou fortemente com grande voz, dizendo: “Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável.”
"Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra fornicaram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias."
"E ouvi outra voz do céu, que dizia: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.”
"Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela.
Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro."
"Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto.
Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga."
"E os reis da terra, que fornicaram com ela, e viveram em delícias, a chorarão, e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio; estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: “Ai! ai daquela grande cidade de Babilônia, aquela forte cidade! Pois em uma hora veio o seu juízo.”
Apocalipse 18:1-10
Estas palavras, ditadas por nosso mestre Jesus há mais de dois mil anos à sensível e elevada alma do apóstolo João, no silêncio sagrado dos eleitos, é uma profecia realista do quadro social em todo o mundo atual. Um retrato psicológico e moral muito fiel da sociedade atual em todo o mundo.
O diabo lançou o hálito pestilencial e imundo da depravação por todo o planeta. Ele não poupou mesmo as coisas mais sagradas. Igreja, família e até mesmo as instituições mais sacras foram queimadas no incêndio universal da depravação, executado pelo fogo imundo do demônio.
Seu hálito pestilencial espalhou-se por toda Terra, inoculando o vírus da imoralidade depravada em todas as almas, arrastando em sua bolha invisível a multidão dos fracos, dos loucos, dos levianos que pululam em todo o mundo.
Crianças, homens e mulheres, são arrastados todos os dias por seu
canto maldito. Cegos guiando outros cegos! Todos vão cair no abismo!
Como abrir os olhos de um cego que não quer enxergar?
Mas a maldição está embutida na fumaça de sua fogueira imunda. O fogo imundo do diabo traz em si o vírus de sua própria destruição. A.I.D.S e outras doenças venéreas mortais são as consequências trágicas e dolorosas daquelas almas perdidas, loucas, levianas e inconsequentes, as quais ouviram o canto maldito por um dia e terão que penar misérias terríveis sob o guante da dor, amarguradas, tristes, humilhadas e moralmente marginalizadas pelo resto de suas vidas.
É o maldito preço que pagam por saborearem o veneno mortal da depravação,e da imoralidade, atormentadas pelo canto imundo e matreiro do diabo, inimigo ferrenho de Deus, da luz, do amor e da verdade.
“Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto.
Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga.”
É bem óbvio neste trecho a observação sobre o comportamento comum entre pessoas sob o encanto prazeroso do mal, as quais não levam a sério advertências e conselhos, saindo-se frequentemente com argumentos falazes e tortos para justificarem sua loucura. Mas, a sabedoria divina de nosso mestre maior logo demonstra na sequência o resultado nefasto e doloroso desta opção infeliz ao dizer: “Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga.”
O trecho: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” É uma sábia e bondosa recomendação a quem quiser evitar a dor, as misérias e a morte angustiante no caminho terrível e perverso do diabo, feita com mais de dois mil anos de antecedência, graças à sabedoria e ao poder invencível de nosso sublime mestre Jesus.
O prazer sexual é um presente de Deus à humanidade sofredora. É um momento sagrado de intimidade entre um homem e uma mulher, onde duas almas se entregam uma à outra e desfrutam da alegria eterna. Não vamos macular nossa alma e nossos corpos com o veneno da imundície.
Desfrutemos da alegria verdadeira, ela é um dom divino compartilhado por todos os anjos do universo.
sábado, 28 de novembro de 2015
"Sê fiel..."
“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”
Apocalipse 2:10
Frase magnífica, sussurrada por nosso divino mestre no silêncio sagrado das alturas, inacessíveis para nós e registrada pela alma sensível do apóstolo João como
um farol gigantesco a iluminar nossas trevas para sempre.
“Sê fiel até à morte,” um convite sapiente lançado ao rosto da humanidade como um presente divino aos fracos, aos covardes, aos acomodados, aos perversos e loucos que abandonam a senda luminosa do evangelho todos os dias; àqueles que se deixam arrebatar pelo convite sorrateiro e perverso do diabo.
“Sê fiel até à morte,” um ditame da possibilidade luminosa que todos tem dentro de si, mas fecham os olhos e o coração para ela, amarrados que estão às férreas correntes do mal, ao qual o fim é a desgraça, a dor, a miséria e a desilusão.
“Sê fiel até à morte,” é a tábua de salvação que sobrepõe-se sobre todas as estradas ilusórias e venenosas do mundo, para todos os corações sinceros e humildes, que quiserem seguir as pegadas luminosas de nosso mestre maior.
Um convite sagrado para não se deixar levar pelas coisas tortas e passageiras deste inferno até o fim de nossa estadia aqui. Dando a entender claramente que o objetivo da existência humana é a alma, o espírito. Fora do espírito só há ilusão.
O mais importante compromisso humano não passa de bolha de sabão diante da verdade luminosa eterna, aquela que desceu até nós graças ao sacrifício inenarrável de nosso mestre Jesus.
“...e dar-te-ei a coroa da vida.” Aqui a sabedoria maior de nosso mestre desvela o véu da ilusão e da ignorância diuturna que encobre a visão de quase toda a humanidade, com suas loucuras, seu amor às coisas transitórias e fugazes, que escorrem entre seus dedos como areia. Ele convida para que alimentemos nossa alma com o alimento eterno que sacia nossa alma para sempre e não com os vãos alimentos oferecidos pela ignorância, pela estupidez do mundo, obra do orgulho, do preconceito, da perversidade, do egoísmo e da vaidade, uma edificação universal do diabo.
“...e dar-te-ei a coroa da vida.” É um compromisso eterno de nosso mestre maior a todos que permanecerem fiéis à caminhada evangélica até seu último fôlego neste inferno. Uma garantia de sua palavra eterna, de que será recompensado por todos os espinhos, todas as lutas, todas as lágrimas que suportou calado, humilde e confiante em Deus todos os dias desta carreira dolorosa e baixa, que chamamos de vida, mas que diante da verdade eterna de Deus é a morte.
Apocalipse 2:10
Frase magnífica, sussurrada por nosso divino mestre no silêncio sagrado das alturas, inacessíveis para nós e registrada pela alma sensível do apóstolo João como
um farol gigantesco a iluminar nossas trevas para sempre.
“Sê fiel até à morte,” um convite sapiente lançado ao rosto da humanidade como um presente divino aos fracos, aos covardes, aos acomodados, aos perversos e loucos que abandonam a senda luminosa do evangelho todos os dias; àqueles que se deixam arrebatar pelo convite sorrateiro e perverso do diabo.
“Sê fiel até à morte,” um ditame da possibilidade luminosa que todos tem dentro de si, mas fecham os olhos e o coração para ela, amarrados que estão às férreas correntes do mal, ao qual o fim é a desgraça, a dor, a miséria e a desilusão.
“Sê fiel até à morte,” é a tábua de salvação que sobrepõe-se sobre todas as estradas ilusórias e venenosas do mundo, para todos os corações sinceros e humildes, que quiserem seguir as pegadas luminosas de nosso mestre maior.
Um convite sagrado para não se deixar levar pelas coisas tortas e passageiras deste inferno até o fim de nossa estadia aqui. Dando a entender claramente que o objetivo da existência humana é a alma, o espírito. Fora do espírito só há ilusão.
O mais importante compromisso humano não passa de bolha de sabão diante da verdade luminosa eterna, aquela que desceu até nós graças ao sacrifício inenarrável de nosso mestre Jesus.
“...e dar-te-ei a coroa da vida.” Aqui a sabedoria maior de nosso mestre desvela o véu da ilusão e da ignorância diuturna que encobre a visão de quase toda a humanidade, com suas loucuras, seu amor às coisas transitórias e fugazes, que escorrem entre seus dedos como areia. Ele convida para que alimentemos nossa alma com o alimento eterno que sacia nossa alma para sempre e não com os vãos alimentos oferecidos pela ignorância, pela estupidez do mundo, obra do orgulho, do preconceito, da perversidade, do egoísmo e da vaidade, uma edificação universal do diabo.
“...e dar-te-ei a coroa da vida.” É um compromisso eterno de nosso mestre maior a todos que permanecerem fiéis à caminhada evangélica até seu último fôlego neste inferno. Uma garantia de sua palavra eterna, de que será recompensado por todos os espinhos, todas as lutas, todas as lágrimas que suportou calado, humilde e confiante em Deus todos os dias desta carreira dolorosa e baixa, que chamamos de vida, mas que diante da verdade eterna de Deus é a morte.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
O mestre: sua preeminência.
“Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo.”
João 13; 10
A frase acima, proferida pela sabedoria magnificente de nosso mestre Jesus, lança luz à nossa situação pessoal diante da justiça de Deus.
Nosso mestre referiu-se às almas já arrebanhadas à bandeira do evangelho, àquelas que abriram seu coração à luz, à verdade, ao bem e ao amor, mas que ainda estão ligadas à baixa e demoníaca natureza humana, ou seja, toda a humanidade. Ele compreendia que apesar do passo encetado na senda do bem, pessoa alguma torna-se santo de um dia para outro.
Ao dizer “aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés...” ele alertou que o peso do demônio que nos oprime e atormenta, não desaparece, mas fica transformado, torna-se leve. Nossa baixa e demoníaca natureza, não se transforma de uma hora para outra, é necessário palmilhar o caminho do esforço cotidiano. Cada dia palmilhado na senda evangélica é um passo dado em direção a Deus.
Esta frase acima é um consolo para nossas fraquezas e falhas. Uma recomendação iluminada a quem caiu nas armadilhas do diabo. A frase pode ser interpretada assim: “Quem abre seu coração ao evangelho, ainda que esteja propenso a quedas e erros, ainda que se debata com seu demônio, basta um pequeno passo para reaver sua credencial divina, pois seu coração não está enraizado no mal. O diabo não tomou toda a fortaleza de seu coração, esta alma se salvará com pouca dificuldade.”
Nosso mestre maior carregava em si o tesouro radiante de sua sabedoria magnificente. Pessoa alguma, antes ou depois dele, alcançou um patamar tão elevado de sapiência. Coisa compreensível, pois ele estava a bilhões de anos além de nós em sua evolução.
O melhor de nós, o mais inteligente, o mais sábio, é um selvagem bárbaro e ignorante, diante de sua sublime e vastíssima alma.
João 13; 10
A frase acima, proferida pela sabedoria magnificente de nosso mestre Jesus, lança luz à nossa situação pessoal diante da justiça de Deus.
Nosso mestre referiu-se às almas já arrebanhadas à bandeira do evangelho, àquelas que abriram seu coração à luz, à verdade, ao bem e ao amor, mas que ainda estão ligadas à baixa e demoníaca natureza humana, ou seja, toda a humanidade. Ele compreendia que apesar do passo encetado na senda do bem, pessoa alguma torna-se santo de um dia para outro.
Ao dizer “aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés...” ele alertou que o peso do demônio que nos oprime e atormenta, não desaparece, mas fica transformado, torna-se leve. Nossa baixa e demoníaca natureza, não se transforma de uma hora para outra, é necessário palmilhar o caminho do esforço cotidiano. Cada dia palmilhado na senda evangélica é um passo dado em direção a Deus.
Esta frase acima é um consolo para nossas fraquezas e falhas. Uma recomendação iluminada a quem caiu nas armadilhas do diabo. A frase pode ser interpretada assim: “Quem abre seu coração ao evangelho, ainda que esteja propenso a quedas e erros, ainda que se debata com seu demônio, basta um pequeno passo para reaver sua credencial divina, pois seu coração não está enraizado no mal. O diabo não tomou toda a fortaleza de seu coração, esta alma se salvará com pouca dificuldade.”
Nosso mestre maior carregava em si o tesouro radiante de sua sabedoria magnificente. Pessoa alguma, antes ou depois dele, alcançou um patamar tão elevado de sapiência. Coisa compreensível, pois ele estava a bilhões de anos além de nós em sua evolução.
O melhor de nós, o mais inteligente, o mais sábio, é um selvagem bárbaro e ignorante, diante de sua sublime e vastíssima alma.
sábado, 14 de novembro de 2015
O mestre: sua sapiência.
"Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.
Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono."
Apocalipse 3:19-21
A primeira frase destes versículos do apocalipse: “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo...” revela um aspecto profundamente transcendental da sublime personalidade de nosso mestre maior, o qual utilizou a boa vontade e a humildade do apóstolo João para deixar à humanidade esta monumental obra, uma obra prima do simbolismo sagrado.
“Eu repreendo e castigo...” revela o quanto é poderoso nosso mestre maior, pois ele tem acesso a recursos inimagináveis para nossa ignorância, estreita e baixa.
Somente os gigantes do espírito tem tal poder. Essas almas tem acesso aos mecanismos profundos e ocultos, os quais governam toda a natureza em todos os confins do universo. Estas poderosas almas manipulam as forças do destino, as quais dirigem as existências de todas as criaturas existentes na natureza. Elas governam mundos e multidões sem fim de humanidades neste universo infinito no qual existimos.
Aqui podemos conjeturar a altura do patamar da sabedoria sublime de nosso mestre maior.
“Eu repreendo e castigo a todos quantos amo...” remete à psicologia humana e sua necessidade de punição quando necessário. A alma humana é baixa, rasteira, astuta e maldosa. Nosso mestre maior sabia disto. Ele compreendia a necessidade do recurso punitivo da dor, sem o qual o perverso coração humano não se abre à luz, à verdade, ao bem e ao amor.
Também ele dá a entender o aspecto benéfico e positivo da justiça divina ao complementar com a frase: “a todos quantos amo...”
Eis um parâmetro interessante da misericórdia divina. Nosso mestre Jesus alertou à alienada e perversa humanidade, que ele está perfeitamente ciente do quanto é necessário a punição, a dor, o martelamento contínuo do sofrimento para que desabroche a flor do bem, do amor e da verdade, camuflada no fundo de nosso coração, sob a aluvião imunda, acumulada em nosso subconsciente por milênios de loucuras e perversidades. Uma herança demoníaca fatal que todos carregam dentro de si e arrasta multidões de pessoas todos os dias para as trevas da dor, da morte e da agonia terrificante.
No segundo parágrafo nosso mestre maior indica a solução para evitar isto ao dizer: “Eis que estou à porta, e bato;” dando a entender que ele está sempre presente diante de nós e convida a todos nós a todo o momento.
No último parágrafo a sapiência de nosso mestre maior se superou ao dizer: “Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono;” uma clara alusão para quem tiver coragem, boa vontade e humildade para seguir seus passos, afirmando que o objetivo de sua vida deve focar-se no céu do além e não nesta existência limitada, mesquinha, dolorosa e repleta de misérias.
É como se nosso mestre maior dissesse: “Quem abrir seu coração à luz evangélica do bem, do amor e da verdade, vai plantar no tempo hoje, para colher na eternidade amanhã.”
O final do último versículo revela a imensidão de sua alma e seu poder supremo ao afirmar: “Assim como eu venci, e me assentei com meu Pai em seu trono.”
Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono."
Apocalipse 3:19-21
A primeira frase destes versículos do apocalipse: “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo...” revela um aspecto profundamente transcendental da sublime personalidade de nosso mestre maior, o qual utilizou a boa vontade e a humildade do apóstolo João para deixar à humanidade esta monumental obra, uma obra prima do simbolismo sagrado.
“Eu repreendo e castigo...” revela o quanto é poderoso nosso mestre maior, pois ele tem acesso a recursos inimagináveis para nossa ignorância, estreita e baixa.
Somente os gigantes do espírito tem tal poder. Essas almas tem acesso aos mecanismos profundos e ocultos, os quais governam toda a natureza em todos os confins do universo. Estas poderosas almas manipulam as forças do destino, as quais dirigem as existências de todas as criaturas existentes na natureza. Elas governam mundos e multidões sem fim de humanidades neste universo infinito no qual existimos.
Aqui podemos conjeturar a altura do patamar da sabedoria sublime de nosso mestre maior.
“Eu repreendo e castigo a todos quantos amo...” remete à psicologia humana e sua necessidade de punição quando necessário. A alma humana é baixa, rasteira, astuta e maldosa. Nosso mestre maior sabia disto. Ele compreendia a necessidade do recurso punitivo da dor, sem o qual o perverso coração humano não se abre à luz, à verdade, ao bem e ao amor.
Também ele dá a entender o aspecto benéfico e positivo da justiça divina ao complementar com a frase: “a todos quantos amo...”
Eis um parâmetro interessante da misericórdia divina. Nosso mestre Jesus alertou à alienada e perversa humanidade, que ele está perfeitamente ciente do quanto é necessário a punição, a dor, o martelamento contínuo do sofrimento para que desabroche a flor do bem, do amor e da verdade, camuflada no fundo de nosso coração, sob a aluvião imunda, acumulada em nosso subconsciente por milênios de loucuras e perversidades. Uma herança demoníaca fatal que todos carregam dentro de si e arrasta multidões de pessoas todos os dias para as trevas da dor, da morte e da agonia terrificante.
No segundo parágrafo nosso mestre maior indica a solução para evitar isto ao dizer: “Eis que estou à porta, e bato;” dando a entender que ele está sempre presente diante de nós e convida a todos nós a todo o momento.
No último parágrafo a sapiência de nosso mestre maior se superou ao dizer: “Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono;” uma clara alusão para quem tiver coragem, boa vontade e humildade para seguir seus passos, afirmando que o objetivo de sua vida deve focar-se no céu do além e não nesta existência limitada, mesquinha, dolorosa e repleta de misérias.
É como se nosso mestre maior dissesse: “Quem abrir seu coração à luz evangélica do bem, do amor e da verdade, vai plantar no tempo hoje, para colher na eternidade amanhã.”
O final do último versículo revela a imensidão de sua alma e seu poder supremo ao afirmar: “Assim como eu venci, e me assentei com meu Pai em seu trono.”
sábado, 24 de outubro de 2015
O mestre sabia...
O mestre Jesus sabia que o mal será vencido irremediavelmente por Deus na luta perpétua entre bem e mal. Ele sabia que a luz vai penetrar nas trevas sombrias do mundo, queiramos ou não.
Ele conhecia os caminhos luminosos da lei de Deus e o poder invencível da vontade de nosso Pai. Sabia que Deus vai vencer o diabo, ainda que o diabo domine todos os corações deste inferno.
Ele sabia que o mal, o egoísmo, a falsidade, a imoralidade e todas as misérias humanas, as quais envenenam a alma humana desde os primórdios, serão purgadas na fogueira da dor, aliada ao poder do tempo sob a pressão insuperável da justiça de Deus: o poder supremo do Universo.
Por isto, ele sorria benevolamente…
Ele compreendia que seu amor era filho legítimo do amor de Deus e vai ser implantado em todos os corações do mundo, ainda que todos os demônios do inferno tentem impedir.
Ele sabia que o mal é um cancro imundo que arrasa, fere, atormenta e envenena tudo que o cerca, mas será curado por seu evangelho sagrado, um tesouro de amor e luz doado pelo amor de Deus para nós.
Por isto, ele sorria benevolamente…
Ele via o futuro como se estivesse diante de seus olhos naquele momento. Seus olhos devassavam os caminhos de toda a humanidade até o mais remoto tempo. Ele antevia todos os espinhos, todas as dores, todas as aflições e misérias pelas quais teremos que passar irremediavelmente até o final dos tempos. É a colheita fatal de nosso amor ao mal de onde vamos curar nossa miséria eterna, filha do mal que nos atormenta.
Ninguém era capaz de compreender como ele a função sagrada da dor, um recurso poderosíssimo criado pela sabedoria infinita de Deus. Ele sabia que a dor é um mestre supremo que ensina, cura, sensibiliza, transforma, purifica e renova almas e corações. Ele compreendia que o mais duro e empedernido coração vai ajoelhar-se sob o tacão da dor. Ele sabia que o que não se faz hoje, será feito amanhã.
Por isto, ele sorria benevolamente…
Ele sabia que os fracos, os acomodados que abandonam o caminho da luz evangélica e os maldosos, falsos que enxameiam nas igrejas do mundo e pervertem a flor divina do evangelho vão amargar aflições e tormentos terríveis sob a inexorável justiça de Deus, pois não se perverte o evangelho, forças poderosíssimas o protegem.
Ele sabia que o tempo e a ação perpétua de Deus eram seu aliados poderosos para sempre.
Por isto, nosso mestre sublime sorria benevolamente e esperava...
Ele conhecia os caminhos luminosos da lei de Deus e o poder invencível da vontade de nosso Pai. Sabia que Deus vai vencer o diabo, ainda que o diabo domine todos os corações deste inferno.
Ele sabia que o mal, o egoísmo, a falsidade, a imoralidade e todas as misérias humanas, as quais envenenam a alma humana desde os primórdios, serão purgadas na fogueira da dor, aliada ao poder do tempo sob a pressão insuperável da justiça de Deus: o poder supremo do Universo.
Por isto, ele sorria benevolamente…
Ele compreendia que seu amor era filho legítimo do amor de Deus e vai ser implantado em todos os corações do mundo, ainda que todos os demônios do inferno tentem impedir.
Ele sabia que o mal é um cancro imundo que arrasa, fere, atormenta e envenena tudo que o cerca, mas será curado por seu evangelho sagrado, um tesouro de amor e luz doado pelo amor de Deus para nós.
Por isto, ele sorria benevolamente…
Ele via o futuro como se estivesse diante de seus olhos naquele momento. Seus olhos devassavam os caminhos de toda a humanidade até o mais remoto tempo. Ele antevia todos os espinhos, todas as dores, todas as aflições e misérias pelas quais teremos que passar irremediavelmente até o final dos tempos. É a colheita fatal de nosso amor ao mal de onde vamos curar nossa miséria eterna, filha do mal que nos atormenta.
Ninguém era capaz de compreender como ele a função sagrada da dor, um recurso poderosíssimo criado pela sabedoria infinita de Deus. Ele sabia que a dor é um mestre supremo que ensina, cura, sensibiliza, transforma, purifica e renova almas e corações. Ele compreendia que o mais duro e empedernido coração vai ajoelhar-se sob o tacão da dor. Ele sabia que o que não se faz hoje, será feito amanhã.
Por isto, ele sorria benevolamente…
Ele sabia que os fracos, os acomodados que abandonam o caminho da luz evangélica e os maldosos, falsos que enxameiam nas igrejas do mundo e pervertem a flor divina do evangelho vão amargar aflições e tormentos terríveis sob a inexorável justiça de Deus, pois não se perverte o evangelho, forças poderosíssimas o protegem.
Ele sabia que o tempo e a ação perpétua de Deus eram seu aliados poderosos para sempre.
Por isto, nosso mestre sublime sorria benevolamente e esperava...
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Evangelho: uma oferta de Deus.
O evangelho não é apenas uma religião. É a essência da própria verdade. Mas para absorver sua luz é necessário estar afinado com Deus. Aqui observamos um lamentável erro no caminho humano de tantas igrejas e orientações religiosas: muita gente tenta acomodar a existência mundana à existência evangélica. Pretendem viver o evangelho com um pé no mundo. Tal atitude é falsa e extremamente nociva àqueles e aquelas infelizes que optam por isto.
Na realidade é o diabo que ilude estas pessoas sorrateiramente para que elas não deem o passo definitivo em direção à luz de Deus para mantê-las amarradas ao seu laço perverso. O diabo usa todas os tipos de argumentos para desviar os incautos, os invigilantes e fracos da senda evangélica e os infelizes caem em suas armadilhas, seduzidos por sua artimanha diabólica e perversa. Mas não podemos deixar de notar a culpabilidade pessoal de todos que caem nesta insidiosa armadilha. O demônio tenta, mas é tal a predisposição humana para o mal que ele não precisa fazer muito esforço para desencaminhar tantos infelizes.
É a isto que se deve a desistência de milhões de pessoas todos os anos em palmilhar o caminho da luz e da verdade. Mas ai destas pessoas! Elas não imaginam quantos tormentos desabarão sobre duas vidas por terem abandonado a estrada verdadeira evangélica seduzidas pelo demônio. Deus convida a todos para o banquete eterno de luz. Este convite é uma oferta de Sua misericórdia para nós. Mas não se brinca com a misericórdia de Deus. Quem recusar sua oferta generosa e dar ouvidos à voz do diabo vai amargar dores pavorosas sob o chicote de Sua infalível justiça. Quem abandonou o convite de Seu amor voltará para a luz sob o chicote da dor.
O evangelho é um tesouro sagrado de luz e amor oferecido por Deus a toda a humanidade pelo sacrifício estupendo de nosso mestre Jesus.
A sapiência infinita de Deus não deixaria que uma alma pura, elevadíssima, um ser cheio de amor, bondade e sabedoria fosse vítima da perversidade humana se isto não fosse inevitável a seus sagrados desígnios.
A vitória do evangelho está garantida, o tempo e a dor são os guardiões que garantirão o sucesso desta sagrada doutrina, um presente do amor Deus para iluminar a toda a humanidade para sempre.
Na realidade é o diabo que ilude estas pessoas sorrateiramente para que elas não deem o passo definitivo em direção à luz de Deus para mantê-las amarradas ao seu laço perverso. O diabo usa todas os tipos de argumentos para desviar os incautos, os invigilantes e fracos da senda evangélica e os infelizes caem em suas armadilhas, seduzidos por sua artimanha diabólica e perversa. Mas não podemos deixar de notar a culpabilidade pessoal de todos que caem nesta insidiosa armadilha. O demônio tenta, mas é tal a predisposição humana para o mal que ele não precisa fazer muito esforço para desencaminhar tantos infelizes.
É a isto que se deve a desistência de milhões de pessoas todos os anos em palmilhar o caminho da luz e da verdade. Mas ai destas pessoas! Elas não imaginam quantos tormentos desabarão sobre duas vidas por terem abandonado a estrada verdadeira evangélica seduzidas pelo demônio. Deus convida a todos para o banquete eterno de luz. Este convite é uma oferta de Sua misericórdia para nós. Mas não se brinca com a misericórdia de Deus. Quem recusar sua oferta generosa e dar ouvidos à voz do diabo vai amargar dores pavorosas sob o chicote de Sua infalível justiça. Quem abandonou o convite de Seu amor voltará para a luz sob o chicote da dor.
O evangelho é um tesouro sagrado de luz e amor oferecido por Deus a toda a humanidade pelo sacrifício estupendo de nosso mestre Jesus.
A sapiência infinita de Deus não deixaria que uma alma pura, elevadíssima, um ser cheio de amor, bondade e sabedoria fosse vítima da perversidade humana se isto não fosse inevitável a seus sagrados desígnios.
A vitória do evangelho está garantida, o tempo e a dor são os guardiões que garantirão o sucesso desta sagrada doutrina, um presente do amor Deus para iluminar a toda a humanidade para sempre.
domingo, 6 de setembro de 2015
O mestre e a baixeza humana.
As obras mediúnicas oferecem um rico material para um conhecimento histórico mais preciso e realista. É óbvio que as obras históricas oficiais são pela sua própria natureza muito propícias a erros.
Já li muitos textos de obras mediúnicas narrando acontecimentos ocorridos no dia a dia de nosso mestre Jesus. Este recurso oferece detalhes interessantes e desconhecidos da história oficial, os quais revelam a rica e elevadíssima personalidade de nosso mestre Jesus em sua verdadeira face.
A obra “A boa nova,” escrita por “Irmão X” e psicografada por Chico Xavier é sem sombra de dúvida a mais rica sob este parâmetro.
Já compartilhei vários textos.
Observei um fato notável nas conversas entre nosso mestre maior, os apóstolos e outras pessoas, quando nosso mestre maior peregrinou fisicamente neste inferno e também no plano espiritual, todos narrados em várias obras mediúnicas.
Nestas conversas observamos um traço psicológico constante que salta à vista nas narrações entre conversas de nosso sublime mestre Jesus e outras pessoas.
Várias vezes li textos onde notei pessoas contestando nosso sublime mestre Jesus. Tal fato revela como é baixa a natureza humana.
Contestar as ideias e recomendações de nosso mestre maior denota baixeza e ignorância, mesmo que seja uma pessoa do bem. É desconhecer a magnificência sublime de nosso mestre maior.
Não é difícil compreender tal atitude mental. É uma lei da natureza: quem está em cima pode descer, mas quem está embaixo não pode subir. Por isto as pessoas ignorantes e perversas rebaixam tudo a seu nível. Elas não podem compreender coisa alguma além de seu círculo estreito, baixo e perverso. Tudo o que supera este baixo nível fica ininteligível.
Nosso mestre maior peregrinou em sua existência física por uma região pobre, atrasada culturalmente, pouco desenvolvida, onde reinava uma crassa ignorância.
Era natural que ele não fosse compreendido, pois estava milhões de anos adiante de sua época. Ele sabia que era necessário a ação eficiente do tempo e da dor para mudar o coração humano e abri-lo para a luz divina do bem.
Mesmo no plano espiritual li narrações nas quais vi pessoas contestarem as ideias de nosso sublime mestre, não percebendo estas pessoas que estavam falando com uma alma do mais alto quilate, detentora da mais elevada sabedoria, um alma pura e totalmente iluminada. Não há segredos que ele não conheça. O Universo é um livro aberto para ele. A existência não oferece mistérios à sua elevadíssima sabedoria. Ele conhece tudo, desde as microscópicas existências até os maiores aglomerados de astros e estrelas em todo o infinito universo de Deus.
As pessoas contestam por que embora já estejam adiantados alguns passos na senda da evolução, ainda estão ligadas à baixa natureza humana e suas misérias e como tais, rebaixam tudo ao seu nível. Elas parecem esquecer ou desconhecer, que aquele elevadíssimo ser com quem elas conversam e está diante delas, só conseguiu isto devido a seu amor sublime e sua humildade magnífica, fatores aos quais devemos ele ter se sacrificado e diminuir-se para chegar até nosso nível.
Ele desceu de suas esplendorosas regiões nos páramos celestes de Deus a este inferno medonho, onde reina o mal, a dor, a loucura e o diabo, apenas por amor a nós.
Sem este amor sublime que nos conecta à luz de Deus, afundaríamos para sempre no mar de nossa ignorância e nossa maldade.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
"Ouvindo o Mestre." Da obra "Lázaro Redivivo." Irmão X. Psicografia: Chico Xavier.
José de Arimatéia, distinto cavalheiro de Jerusalém, não era um amigo de Jesus, à última hora. Efetivamente, não podia aceitar, de pronto, as verdades evangélicas e nem comprometer-se com a nova doutrina. Ligado a interesses políticos e raciais, continuava atento às tradições judaicas, embora observasse carinhosamente o apostolado divino. Sabia orientar-se com elegância e defendia o Nazareno, aparando acusações gratuitas. Impossível considerar Jesus mistificador. Conhecia-lhe, de perto as ações generosas. Visitara Cafarnaum e Betsaida, reiteradas vezes e, dono de um coração bem formado, condoía-se da sorte dos pobrezinhos. Em muitas ocasiões, examinara possíveis modificações do sistema de trabalho para beneficiar os trabalhadores da gleba. Afligia-o observar criancinhas desprotegidas e nuas, ao longo das casinholas humildes dos pescadores. Por isso, a presença do Messias Nazareno, em derredor das águas, confortava-lhe o espírito sensível e bondoso, porque Jesus sabia inspirar confiança e despertar alegria no ânimo popular. Não podia segui-lo na posição de apóstolo, mas estimava-o, sinceramente, na qualidade de amigo fiel. Admirador desassombrado, José não suportava a tentação de apresentá-lo aos amigos prestigiosos e influentes. Não era o propósito propagandístico em sentido inferior que o animava em semelhantes impulsos. Desejava, no fundo, que todos conhecessem o Mestre e o amassem, tanto quanto ele mesmo. Jesus, porém, se não deixava de atender aos irmãos humildes que lhe traziam os filhos da necessidade e da desventura, não podia endossar os entusiasmos dos amigos que lhe traziam os filhos da fortuna e do poder. Em razão disso, o seu valoroso admirador de Jerusalém muitas vezes sentiu estranheza, em face do procedimento do Mestre, que se retraía com discrição singular. Os sacerdotes do Templo e autoridades farisaicas, invariavelmente, sentiam-se honrados com a apresentação de romanos ilustres. Mas Jesus era diferente. Guardava uma atitude respeitosa, com admirável economia de emoções e palavras, quando em contato com os poderosos da Terra. Ele, que se revelava alegremente aos pequeninos abandonados, mantinha-se fundamente reservado ante as autoridades intelectuais e políticas, como se fortes razões interiores o compelissem à vigilância. Conta-se que, certa vez, quando se abeirava do lago, em companhia de Simão Pedro, no radioso crepúsculo de Cafarnaum, eis que lhe aparece José de Arimatéia, fazendo-se acompanhar de três amigos que, pela vestimenta, denunciavam a condição de áulicos imperiais. O prestimoso israelita adiantou-se e, depois de cumprimentar cordialmente o Messias, junto de Simão, apresentou-lhe os companheiros: - Este é Pompônio Comodiano, patrício notável, com funções de assessor no gabinete do Prefeito dos Pretorianos. Tem sob sua responsabilidade o interesse imediato de inúmeras famílias de servidores do Império. E, como se quisesse comover o Nazareno, continuava: - Muitas criancinhas dependem de suas providências e pareceres ... Jesus cumprimentou-o num gesto amigo, e José passou a outro: - Este é Flávio Graco Acúrcio, questor admirado e cuidadoso, que se responsabiliza por serviços financeiros, desempenhando igualmente funções de juiz criminal. Grandes trabalhos desenvolve, no setor da autoridade administrativa, sendo obrigado a trabalho incessante, como elevado servidor do bem publico. O Mestre repetiu a saudação, e o amigo apresentou-lhe o último: - Este é Quintiliano Agrícola, patrício ilustre, que desempenha as funções de Legado do Imperador, em trânsito na província. Já prestou relevantes serviços em Aqüitânia, noutro tempo, e agora dirige-se a Roma, onde prestará relatórios verbais do que observou entre nós. achando-se à frente de importantes responsabilidades referentes ao bem-estar coletivo. O Mestre saudou e manteve-se em respeitoso silêncio. Os romanos, que tanto ouviram falar nos prodígios dele, guardavam-no sob o olhar curioso e penetrante. Alguns minutos passaram, pesadíssimos, até que Pompônio exclamou, depois de alijar pequenina folha seca que o vento lhe depusera na túnica: - É muito diferente dos nossos magos. É grave e triste ... - Sim - Acrescentou Acúrcio -, minha feiticeira do Esquilino sente prazer quando lhe dirijo a palavra. Este, porém, não justifica o renome. - Na Porta d´Ostia - aduziu Agrícola, pedante e sarcástico - temos o nosso adivinho, que nos oferece revelações e sinais. É um feiticeiro admirável. Faz-nos predições absolutamente exatas e conhece todos os acontecimentos de nossa casa, embora se mantenha a grande distância. Não faz muito tempo, descobriu o paradeiro das jóias de Odúlia, que alguns escravos ladrões haviam depositado nos aquedutos. Movimentava-se a opinião dura e franca dos romanos dominadores, quando José de Arimatéia, desejando uma explicação do Messias, interpelou-o, em tom afável: - Não tem o Mestre algum sinal para os nossos amigos? Jesus fixou nos visitantes o olhar muito lúcido e respondeu: - Já receberam eles o sinal da confiança do Pai, que lhes conferiu, por algum tempo, os cargos que ocupam. Admirados com a inesperada resposta, os patrícios multiplicaram as perguntas. Queriam demonstrações sobrenaturais, desejavam maravilhas. O Mestre, porém, depois de ouvi-los com sublime serenidade, ergueu a voz, que eles não ousaram interromper, e falou: - Romanos, em verdade há feiticeiros que fazem prodígios e magos que distraem os ócios dos homens indiferentes ao destino de sua própria alma. Eu, porém, não vos trago entretenimentos passageiros e sim a solução de interesses eternos do Espírito que nunca morre. Para diversões e prazeres inúteis, tendes os vossos circos cheios de dançarinos e gladiadores. Se desejais, contudo, a Revelação Viva de que sou portador, examinai primeiramente até onde vos comprometereis com César, a fim de servirdes efetivamente a Deus. Em seguida, fez longa pausa, que os circunstantes não cortaram, e concluiu: - Em verdade, porém, vos afirmo que se cumprirdes, desde agora, os deveres referentes aos títulos com que vos apresentais, servindo conscientemente a justiça e atendendo aos interesses do bem público, na compreensão fiel das graves responsabilidades que assumistes, estareis com o Pai, desde hoje, e o Pai estará com vós. Os presentes entreolharam-se, espantados. E quando retornaram a palavra, o Messias Nazareno já se havia despedido de José de Arimatéia e atravessava as águas do grande lago, em companhia de Pedro, em busca da outra margem.
domingo, 23 de agosto de 2015
Boa Nova. Texto do livro "A boa nova." Irmão X. Psicografia Chico Xavier.
Os historiadores do Império Romano sempre observaram com espanto os profundos contrastes da gloriosa época de Augusto. Caio Júlio César Otávio chegara ao poder, não obstante o lustre de sua notável ascendência, por uma série de acontecimentos felizes. As personalidades mais altas da antiga República não acreditavam no seu triunfo. Aliando-se contra a usurpação de Antônio, com os próprios conjurados que haviam praticado o assassínio de seu pai adotivo, suas pretensões foram sempre contrariadas por sombrias perspectivas. Entretanto, suas primeiras vitórias começaram com a instituição do triunvirato e, em seguida, os desastres de Antônio, no Oriente, lhe abriram inesperados caminhos. Como se o mundo pressentisse uma abençoada renovação de valores no tempo, em breve todas as legiões se entregavam, sem resistência, ao filho do soberano assassinado. Uma nova era principiara com aquele jovem enérgico e magnânimo. O grande império do mundo, como que influenciado por um conjunto de forças estranhas, descansava numa onda de harmonia e de júbilo, depois de guerras seculares e tenebrosas. Por toda parte levantavam-se templos e monumentos preciosos. O hino de uma paz duradoura começava em Roma para terminar na mais remota de suas províncias, acompanhado de amplas manifestações de alegria por parte da plebe anônima e sofredora. A cidade dos Césares se povoava de artistas, de espíritos nobres e realizadores. Em todos os recantos, permanecia a sagrada emoção de segurança, enquanto o organismo das leis se renovava, distribuindo os bens da educação e da justiça. No entanto, o inesquecível Imperador era franzino e doente. Os cronistas da época referem-se, por mais de uma vez, às manchas que lhe cobriam a epiderme, transformando-se, de vez em quando, em dardos dolorosos. Otávio nunca foi senhor de uma saúde completa. Suas pernas viviam sempre enroladas em faixas e sua caixa torácica convenientemente resguardada contra os golpes de ar que lhe motivavam incessantes resfriados. Com frequência, queixava-se de enxaquecas, que se faziam seguir de singulares abatimentos. Não somente nesse particular padecia o Imperador das extremas vicissitudes da vida humana. Ele, que era o regenerador dos costumes, o restaurador das tradições mais puras da família, o maior reorganizador do Império, foi obrigado a humilhar os seus mais fundos e delicados sentimentos de pai e de soberano, lavrando um decreto de banimento de sua única filha, exilando-a na Ilha de Pandatária, por efeito da sua vida de condenáveis escândalos na Corte, sendo compelido, mais tarde, a tomar as mesmas providências em relação à sua neta. Notou que a companheira amada de seus dias se envolvia, na intimidade doméstica, em contínuas questões de envenenamento dos seus descendentes mais diretos, experimentando ele, assim, na família, a mais angustiosa ansiedade do coração. Apesar de tudo, seu nome foi dado ao século ilustre que o vira nascer. Seus numerosos anos de governo se assinalaram por inolvidáveis iniciativas. A alma coletiva do Império nunca sentira tamanha impressão de estabilidade e de alegria. A paisagem gloriosa de Roma jamais reunira tão grande número de inteligências. É nessa época que surgem Vergílio, Horário, Ovídio, Salústio , Tito Lívio e Mecenas, como favoritos dos deuses. Em todos os lugares lavravam-se mármores soberbos, esplendiam jardins suntuosos, erigiam-se palácios e santuários, protegia-se a inteligência, criavam-se leis de harmonia e de justiça, num oceano de paz inigualável. Os carros de triunfo esqueciam, por algum tempo, as palmas de sangue e o sorriso da deusa Vitória não mais se abria para os movimentos de destruição e morticínio. O próprio Imperador, muitas vezes, em presidindo às grandes festas populares, com o coração tomado de angústia pelos dissabores de sua vida íntima, se surpreendeu, testemunhando o júbilo e a tranquilidade geral do seu povo e, sem que conseguisse explicar o mistério daquela onda interminável de harmonia, chorando de comoção, quando, do alto de sua tribuna dourada, escutava a famosa composição de Horácio, onde se destacavam estes versos de imorredoura beleza: "Oh Sol fecundo! Que com teu carro brilhante abres e fechas o dia!... Que surges sempre novo e sempre igual! Que nunca possas ver algo maior do que Roma."
É que os historiadores ainda não perceberam, na chamada época de Augusto, o século do Evangelho ou da Boa Nova. Esqueceram-se de que o nobre Otávio era também homem e não conseguiram saber que, no seu reinado, a esfera do Cristo se aproximava da Terra, numa vibração profunda de amor e de beleza. Acercavam-se de Roma e do mundo não mais espíritos belicosos, como Alexandre ou Aníbal, porém outros que se vestiriam dos andrajos dos pescadores, para servirem de base indestrutível aos eternos ensinos do Cordeiro. Imergiam nos fluidos do planeta os que preparariam a vinda do Senhor e os que se transformariam em seguidores humildes e imortais dos seus passos divinos. É por essa razão que o ascendente místico da era de Augusto se traduzia na paz e no júbilo do povo que, instintivamente, se sentia no limiar de uma transformação celestial. la chegar à Terra o Sublime Emissário. Sua lição de verdade e de luz ia espalhar-se pelo mundo inteiro, como chuva de bênçãos magníficas e confortadoras. A Humanidade vivia, então, o século da Boa Nova. Era a “festa do noivado” a que Jesus se referiu no seu ensinamento imorredouro. Depois dessa festa dos corações, qual roteiro indelével para a concórdia dos homens, ficaria o Evangelho como o livro mais vivaz e mais formoso do mundo, constituindo a mensagem permanente do céu, entre as criaturas em trânsito pela Terra, o mapa das abençoadas altitudes espirituais, o guia do caminho, o manual do amor, da coragem e da perene alegria. E, para que essas características se conservassem entre os homens, como expressão de sua sábia vontade, Jesus recomendou aos seus apóstolos que iniciassem o seu glorioso testamento com os hinos e os perfumes da Natureza, sob a claridade maravilhosa de uma estrela a guiar reis e pastores à manjedoura rústica, onde se entoavam as primeiras notas de seu cântico de amor, e o terminassem com a luminosa visão da Humanidade futura, na posse das bênçãos de redenção. É por esse motivo que o Evangelho de Jesus, sendo livro do amor e da alegria, começa com a descrição da gloriosa noite de Natal e termina com a profunda visão da Jerusalém libertada, entrevista por João, nas suas divinas profecias do Apocalipse.
É que os historiadores ainda não perceberam, na chamada época de Augusto, o século do Evangelho ou da Boa Nova. Esqueceram-se de que o nobre Otávio era também homem e não conseguiram saber que, no seu reinado, a esfera do Cristo se aproximava da Terra, numa vibração profunda de amor e de beleza. Acercavam-se de Roma e do mundo não mais espíritos belicosos, como Alexandre ou Aníbal, porém outros que se vestiriam dos andrajos dos pescadores, para servirem de base indestrutível aos eternos ensinos do Cordeiro. Imergiam nos fluidos do planeta os que preparariam a vinda do Senhor e os que se transformariam em seguidores humildes e imortais dos seus passos divinos. É por essa razão que o ascendente místico da era de Augusto se traduzia na paz e no júbilo do povo que, instintivamente, se sentia no limiar de uma transformação celestial. la chegar à Terra o Sublime Emissário. Sua lição de verdade e de luz ia espalhar-se pelo mundo inteiro, como chuva de bênçãos magníficas e confortadoras. A Humanidade vivia, então, o século da Boa Nova. Era a “festa do noivado” a que Jesus se referiu no seu ensinamento imorredouro. Depois dessa festa dos corações, qual roteiro indelével para a concórdia dos homens, ficaria o Evangelho como o livro mais vivaz e mais formoso do mundo, constituindo a mensagem permanente do céu, entre as criaturas em trânsito pela Terra, o mapa das abençoadas altitudes espirituais, o guia do caminho, o manual do amor, da coragem e da perene alegria. E, para que essas características se conservassem entre os homens, como expressão de sua sábia vontade, Jesus recomendou aos seus apóstolos que iniciassem o seu glorioso testamento com os hinos e os perfumes da Natureza, sob a claridade maravilhosa de uma estrela a guiar reis e pastores à manjedoura rústica, onde se entoavam as primeiras notas de seu cântico de amor, e o terminassem com a luminosa visão da Humanidade futura, na posse das bênçãos de redenção. É por esse motivo que o Evangelho de Jesus, sendo livro do amor e da alegria, começa com a descrição da gloriosa noite de Natal e termina com a profunda visão da Jerusalém libertada, entrevista por João, nas suas divinas profecias do Apocalipse.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
O Bom ladrão. Texto da obra "A boa nova." Irmão X. Psicografia: Chico Xavier.
Alguns dias antes da prisão do Mestre, os discípulos, nas suas discussões naturais, comentavam o problema da fé, com desejo desordenado de quantos se atiram aos assuntos graves da vida, tentando, apressadamente, forçar uma solução. Como será essa virtude? De que modo conservá-la-emos intacta no coração? inquiria Levi, com atormentado pensamento. Tenho a convicção de que somente o homem culto pode conhecer toda a extensão de seus benefícios. Não tanto assim, aventava Tiago, seu irmão —, acredito que basta a nossa vontade, para que a confiança em Deus esteja viva em nós. Mas a fé será virtude para os que apenas desejam? perguntava um dos filhos de Zebedeu. A um canto, como distante daqueles duelos da palavra, Jesus parecia meditar. Em dado instante, solicitado ao esclarecimento, respondeu com suavidade: A fé pertence, sobretudo, aos que trabalham e confiam. Tê-la no coração é estar sempre pronto para Deus. Não importam a saúde ou a enfermidade do corpo, não têm significação os infortúnios ou os sucessos felizes da vida material. A alma fiel trabalha confiante nos desígnios do Pai, que pode dar os bens, retirá-los e restituí-los em tempo oportuno, e caminha sempre com serenidade e amor, por todas as sendas pelas quais a mão generosa do Senhor a queira conduzir. Mas, Mestre redarguiu Levi, em respeitosa atitude —, como discernir a vontade de Deus, naquilo que nos acontece? Tenho observado grande número de criaturas criminosas que atribuem à Providência os seus feitos delituosos e uma legião de pessoas inertes que classificam a preguiça como fatalidade divina. _A vontade de Deus, além da que conhecemos através de sua lei e de seus profetas, através do conselho sábio e das inclinações naturais para o bem, é também a que se manifesta, a cada instante da vida, misturando a alegria com as amarguras, concedendo a doçura ou retirando-a, para que a criatura possa colher a experiência luminosa no caminho mais espinhoso. Ter fé, portanto, é ser fiel a essa vontade, em todas as circunstâncias, executando o bem que ela nos determina e seguindo-lhe o roteiro sagrado, nas menores sinuosidades da estrada que nos compete percorrer. Entretanto observou Tomé —, creio que essa qualidade excepcional deve ser atributo do espírito mais cultivado, porque o homem ignorante não poderá cogitar da aquisição de semelhante patrimônio. O Mestre fitou o apóstolo com amor e esclareceu: Todo homem de fé será, agora ou mais tarde, o irmão dileto da sabedoria e do sentimento; porém, essa qualidade será sempre a do filho leal ao Pai que está nos céus. O discípulo sorriu e obtemperou: Todavia, quem possuirá no mundo lealdade perfeita como essa? _Ninguém pode julgar em absoluto disse o Cristo com bondade —, a não ser o critério definitivo de Deus; mas, se essa conquista da alma não é comum às criaturas de conhecimento parco ou de posição vulgar, é bem possível que a encontremos no peito exausto dos mais infelizes ou desclassificados do mundo. O apóstolo sorriu desapontado, no seu cepticismo de homem prático. Dentro em pouco, a pequena comunidade se dispersava, à aproximação do manto escuro da noite.
Na hora sombria da cruz, disfarçado com vestes diferentes, Tomé acompanhou, passo a passo, o corajoso Messias. Estranhas reflexões surgiam-lhe no espírito. Sua razão de homem do mundo não lhe proporcionava elementos para a compreensão da verdade toda. Onde estava aquele Deus amoroso e bom, sobre quem repousavam as suas esperanças? Seu amor possuiria apenas uma cruz para oferecer ao filho dileto? Por que motivo não se rasgavam os horizontes, para que as legiões dos anjos salvassem do crime da multidão inconsciente e furiosa o Mestre amado? Que Providência era aquela que se não manifestava no momento oportuno? Durante três anos consecutivos haviam acreditado que Deus guardava todo o poder sobre o mundo; não conseguia, pois, explicar como tolerava aquele espetáculo sangrento de ser o seu enviado, amorável e carinhoso, conduzido para o madeiro infamante, sob impropérios e pedradas. O prêmio do Cristo era então aquele monte da desolação, reservado aos criminosos? Ansioso, o discípulo contemplou aquelas mãos que haviam semeado o bem e o amor, agora agarradas à cruz como duas flores ensanguentadas. A fronte aureolada de espinhos era uma nota irônica na sua figura sublime e respeitável. Seu peito tremia, ofegante, seus ombros deveriam estar pisados e doloridos. Valera a pena haver distribuído, entre os homens, tantas graças do céu? O malfeitor que assaltava o próximo era, agora, a seu ver, o dono de mais duradouras compensações. Tomé se sentia como que afogado. Desejou encontrar algum dos companheiros para trocar impressões, entretanto, não viu um só deles. Procurou observar se os beneficiados pelo Messias assistiam ao seu martírio humilhante, na hora final, lembrando de que ainda na véspera se mostravam tão reconhecidos e felizes com a sua santa presença. A ninguém encontrou. Aqueles leprosos que haviam recuperado o dom precioso da saúde, os cegos que conseguiram rever o quadro caricioso da vida, os aleijados que haviam cantado hosanas à cura de seus corpos defeituosos, estavam agora ausentes, fugiam ao testemunho. Valera a pena praticar o bem? O apóstolo, mergulhado em dolorosos e sombrios pensamentos, deixava absorver-se em estranhas interrogações. Reparou que em torno da cruz estrugiam gargalhadas, que reportavam ironias. O Mestre, contudo, guardava no semblante uma serenidade inexcedível. De vez em quando, seu olhar se alongava por sobre a multidão, como querendo descobrir um rosto amigo. Sob as vociferações da turba amotinada, a Tomé parecia-lhe escutar ainda o ruído inolvidável dos cravos do suplício. Enquanto as lanças e os vitupérios se cruzavam nos ares, fixou os dois malfeitores que a justiça do mundo havia condenado à pena última. Aproximou-se da cruz e notou que o Messias punha nele os olhos amorosos, como nos tempos mais tranquilos. Viu que um suor empastado de sangue lhe corria do rosto venerável, misturando-se com o vermelho das chagas vivas e dolorosas. Com aquele olhar inesquecível, Jesus lhe mostrou as úlceras abertas, como o sinal do sacrifício. Penosa emoção dominou a alma sensível do discípulo. Olhos enevoados de pranto, recordou os dias radiosos do Tiberíades. As cenas mais singelas do apostolado ressurgiam ante a sua imaginação. Subitamente, lembrou-se da tarde em que haviam comentado o problema da fé, parecendo-lhe ouvir ainda as elucidações do Mestre, com respeito à perfeita lealdade a Deus. Reflexões instantâneas lhe empolgaram o coração. Quem teria sido mais fiel ao Pai do que Jesus? Entretanto, a sua recompensa era a cruz do martírio! Absorto em singulares pensamentos, o apóstolo observou que o Messias lançava agora os olhos enternecidos sobre um dos ladrões, que o fixava afetuosamente. Nesse instante, percebeu que a voz débil do celerado se elevava para o Mestre, em tom de profunda sinceridade: _Senhor! disse ele, ofegante lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino. O discípulo reparou que Jesus lhe endereçava, então, o olhar caricioso, ao mesmo tempo que aos seus ouvidos chegavam os ecos de sua palavra suave e esclarecedora: Vês, Tomé? Quando todos os homens da lei não me compreenderam e quando os meus próprios discípulos me abandonaram, eis que encontro a confiança leal no peito de um ladrão!...
Inquieto, o discípulo meditou na lição recebida e, horas a fio, contemplou o espetáculo doloroso, até ao momento em que o Mestre foi retirado da cruz da derradeira agonia. Começava, então, a compreender a essência profunda de seus ensinos imortais.
Como se o seu espírito fora transportado ao cume de alto monte, pareceu-lhe observar daí a pesada marcha da humanidade. Viu conspícuos homens da lei, sobraçando os livros divinos; doutores enfatuados de orgulho passavam erectos, exibindo os mais complicados raciocínios. Homens de convicções sólidas integravam o quadro, entremostrando a fisionomia satisfeita. Mulheres vaidosas ou fanáticas lá iam, igualmente, revelando seus títulos diletos. Em seguida, vinham os diretamente beneficiados pelo Mestre Divino. Era a legião dos que se haviam levantado da miséria física e das ruínas morais. Eram os leprosos de Jerusalém, os cegos de Carfarnaum, os doentes de Sídon, os seguidores aparentemente mais sinceros, ao lado dos próprios discípulos que desfilavam, envergonhados, e se dispersavam, indecisos, na hora extrema. Possuído de viva emoção, Tomé se pôs a chorar intimamente. Foi então que presumiu escutar uns passos delicados e quase imperceptíveis. Sem poder explicar o que se dava, julgou divisar, a seu lado, a inolvidável figura do Mestre, que lhe colocou as mãos leves e amigas sobre a fronte atormentada, repetindo-lhe ao coração as palavras que lhe havia endereçado da cruz: Vês, Tomé? Quando todos os homens da lei não me compreenderam e os próprios discípulos me abandonaram, eis que encontro a confiança leal no peito de um ladrão!...
Na hora sombria da cruz, disfarçado com vestes diferentes, Tomé acompanhou, passo a passo, o corajoso Messias. Estranhas reflexões surgiam-lhe no espírito. Sua razão de homem do mundo não lhe proporcionava elementos para a compreensão da verdade toda. Onde estava aquele Deus amoroso e bom, sobre quem repousavam as suas esperanças? Seu amor possuiria apenas uma cruz para oferecer ao filho dileto? Por que motivo não se rasgavam os horizontes, para que as legiões dos anjos salvassem do crime da multidão inconsciente e furiosa o Mestre amado? Que Providência era aquela que se não manifestava no momento oportuno? Durante três anos consecutivos haviam acreditado que Deus guardava todo o poder sobre o mundo; não conseguia, pois, explicar como tolerava aquele espetáculo sangrento de ser o seu enviado, amorável e carinhoso, conduzido para o madeiro infamante, sob impropérios e pedradas. O prêmio do Cristo era então aquele monte da desolação, reservado aos criminosos? Ansioso, o discípulo contemplou aquelas mãos que haviam semeado o bem e o amor, agora agarradas à cruz como duas flores ensanguentadas. A fronte aureolada de espinhos era uma nota irônica na sua figura sublime e respeitável. Seu peito tremia, ofegante, seus ombros deveriam estar pisados e doloridos. Valera a pena haver distribuído, entre os homens, tantas graças do céu? O malfeitor que assaltava o próximo era, agora, a seu ver, o dono de mais duradouras compensações. Tomé se sentia como que afogado. Desejou encontrar algum dos companheiros para trocar impressões, entretanto, não viu um só deles. Procurou observar se os beneficiados pelo Messias assistiam ao seu martírio humilhante, na hora final, lembrando de que ainda na véspera se mostravam tão reconhecidos e felizes com a sua santa presença. A ninguém encontrou. Aqueles leprosos que haviam recuperado o dom precioso da saúde, os cegos que conseguiram rever o quadro caricioso da vida, os aleijados que haviam cantado hosanas à cura de seus corpos defeituosos, estavam agora ausentes, fugiam ao testemunho. Valera a pena praticar o bem? O apóstolo, mergulhado em dolorosos e sombrios pensamentos, deixava absorver-se em estranhas interrogações. Reparou que em torno da cruz estrugiam gargalhadas, que reportavam ironias. O Mestre, contudo, guardava no semblante uma serenidade inexcedível. De vez em quando, seu olhar se alongava por sobre a multidão, como querendo descobrir um rosto amigo. Sob as vociferações da turba amotinada, a Tomé parecia-lhe escutar ainda o ruído inolvidável dos cravos do suplício. Enquanto as lanças e os vitupérios se cruzavam nos ares, fixou os dois malfeitores que a justiça do mundo havia condenado à pena última. Aproximou-se da cruz e notou que o Messias punha nele os olhos amorosos, como nos tempos mais tranquilos. Viu que um suor empastado de sangue lhe corria do rosto venerável, misturando-se com o vermelho das chagas vivas e dolorosas. Com aquele olhar inesquecível, Jesus lhe mostrou as úlceras abertas, como o sinal do sacrifício. Penosa emoção dominou a alma sensível do discípulo. Olhos enevoados de pranto, recordou os dias radiosos do Tiberíades. As cenas mais singelas do apostolado ressurgiam ante a sua imaginação. Subitamente, lembrou-se da tarde em que haviam comentado o problema da fé, parecendo-lhe ouvir ainda as elucidações do Mestre, com respeito à perfeita lealdade a Deus. Reflexões instantâneas lhe empolgaram o coração. Quem teria sido mais fiel ao Pai do que Jesus? Entretanto, a sua recompensa era a cruz do martírio! Absorto em singulares pensamentos, o apóstolo observou que o Messias lançava agora os olhos enternecidos sobre um dos ladrões, que o fixava afetuosamente. Nesse instante, percebeu que a voz débil do celerado se elevava para o Mestre, em tom de profunda sinceridade: _Senhor! disse ele, ofegante lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino. O discípulo reparou que Jesus lhe endereçava, então, o olhar caricioso, ao mesmo tempo que aos seus ouvidos chegavam os ecos de sua palavra suave e esclarecedora: Vês, Tomé? Quando todos os homens da lei não me compreenderam e quando os meus próprios discípulos me abandonaram, eis que encontro a confiança leal no peito de um ladrão!...
Inquieto, o discípulo meditou na lição recebida e, horas a fio, contemplou o espetáculo doloroso, até ao momento em que o Mestre foi retirado da cruz da derradeira agonia. Começava, então, a compreender a essência profunda de seus ensinos imortais.
Como se o seu espírito fora transportado ao cume de alto monte, pareceu-lhe observar daí a pesada marcha da humanidade. Viu conspícuos homens da lei, sobraçando os livros divinos; doutores enfatuados de orgulho passavam erectos, exibindo os mais complicados raciocínios. Homens de convicções sólidas integravam o quadro, entremostrando a fisionomia satisfeita. Mulheres vaidosas ou fanáticas lá iam, igualmente, revelando seus títulos diletos. Em seguida, vinham os diretamente beneficiados pelo Mestre Divino. Era a legião dos que se haviam levantado da miséria física e das ruínas morais. Eram os leprosos de Jerusalém, os cegos de Carfarnaum, os doentes de Sídon, os seguidores aparentemente mais sinceros, ao lado dos próprios discípulos que desfilavam, envergonhados, e se dispersavam, indecisos, na hora extrema. Possuído de viva emoção, Tomé se pôs a chorar intimamente. Foi então que presumiu escutar uns passos delicados e quase imperceptíveis. Sem poder explicar o que se dava, julgou divisar, a seu lado, a inolvidável figura do Mestre, que lhe colocou as mãos leves e amigas sobre a fronte atormentada, repetindo-lhe ao coração as palavras que lhe havia endereçado da cruz: Vês, Tomé? Quando todos os homens da lei não me compreenderam e os próprios discípulos me abandonaram, eis que encontro a confiança leal no peito de um ladrão!...
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Pedro, o apóstolo. Texto do livro "Crônicas de além túmulo. Irmão X.
Enquanto a Capital dos mineiros, dirigida pelos seus elementos eclesiásticos, se prepara, esperando as grandes manifestações de fé do segundo Congresso Eucarístico Nacional, chegam os turistas elegantes e os peregrinos invisíveis. Também eu quis conhecer de perto as atividades religiosas dos conterrâneos de Augusto de Lima. Na Praça Raul Soares, espaçosa e ornamentada, vi o monumento dos congressistas, elevando-se em forma de altar, onde os altos religiosos serão celebrados. No topo, a custódia, rodeada de arcanjos petrificados, guardando o símbolo suave e branco da eucaristia, e, cá em baixo, nas linhas irregulares da terra, as acomodações largas e fartas, de onde o povo assistirá, comovido, às manifestações de Minas católica. Foi nesse ambiente que a figura de um homem trajado à israelita, lembrando alguns tipos que em Jerusalém se dirigem, freqüentemente, para o lugar sagrado das lamentações, aguçou a minha curiosidade incorrigível de jornalista. - Um judeu?! – exclamei, aguardando as novidades de uma entrevista. - Sim, fui judeu, há algumas centenas de anos – respondeu laconicamente o interpelado. Sua réplica exaltou a minha bisbilhotice e procurei atrair a atenção da singular personagem. - Vosso nome? – continuei. - Simão Pedro. - O Apóstolo? E a veneranda figura respondeu afirmativamente, colando ao peito os cabelos respeitáveis da barba encanecida. Surpreso e sedento da sua palavra, contemplei aquela figura hebraica, cheia de simplicidade e simpatia. Ao meu cérebro afluíam centenas de perguntas, sem que pudesse coordená-las devidamente. - Mestre – disse-lhe, por fim -, Vossa palavra tem para o mundo um valor inestimável. A cristandade nunca vos julgou acessível na face da Terra, acreditando que vos conserváveis no Céu, de cujas portas resplandecentes guardáveis a chave maravilhosa. Não teríeis algumas mensagens do Senhor para transmitir à Humanidade, neste momento angustioso que as criaturas estão vivendo? E o Apóstolo venerável, dentro da sua expressão resignada e humilde, começou a falar: - Ignoro a razão por que revestiram a minha figura, na Terra, de semelhantes honrarias. Como homem, não fui mais que um obscuro pescador da Galiléia e, como discípulo do Divino Mestre, não tive a fé necessária nos momentos oportunos. O Senhor não poderia, portanto, conferir-me privilégios, quando amava todos os seus apóstolos com igual amor. - É conhecida, na história das origens do Cristianismo, a vossa desinteligência com Paulo de Tarso. Tudo isso é verdadeiro? - De alguma forma, tudo isso é verdade – declarou bondosamente o Apóstolo. – Mas, Paulo tinha razão. Sua palavra enérgica evitou que se criasse uma aristocracia injustificável, que, sem ele, teria que desenvolver-se fatalmente entre os amigos de Jesus, que se haviam retirado de Jerusalém para as regiões da Batanéia. - Nada desejais dizer ao mundo sobre a autenticidade dos Evangelhos? - Expressão autêntica da biografia e dos atos do Divino Mestre, não seria possível acrescentar qualquer coisa a esse livro sagrado. Muita iniqüidade se tem verificado no mundo em nome do estatuto divino, quando todas as hipocrisias e injustiças estão nele sumariamente condenadas. - E no capítulo dos milagres? - Não é propriamente milagre o que caracterizou as ações práticas do Senhor. Todos os seus atos foram resultantes do seu imenso poder espiritual. Todas as obras a que se referem os Evangelistas são profundamente verdadeiras. E, como quem retrocede no tempo, o Apóstolo monologou: - Em Carfanaum, perto de Genesaré, e em Betsaida, muitas vezes acompanhei o Senhor nas suas abençoadas peregrinações. Na Samaria, ao lado de Cesaréia de Felipe, vi suas mãos carinhosas dar vistas aos cegos e consolação aos desesperados. Aquele sol claro e ardente da Galiléia ainda hoje ilumina toda a minha alma e, tantos séculos depois de minhas lutas no mundo, ao lado de alguns companheiros procuro reivindicar para os homens a vida perfeita do Cristianismo, com o advento do Reino de Deus, que Jesus desejou fundar, com o seu exemplo, em cada coração... - Os filósofos terrenos são quase unânimes em afirmar que o Cristo não conhecia a evolução da ciência grega, naquela época, e que as suas parábolas fazem supor a sua ignorância acerca da organização política do Império Romano: seus apóstolos falam de reis e príncipes que não poderiam ter existido. - A ação do Cristo – retrucou o Apóstolo – vai mais além que todas as atividades e investigações das filosofias humanas. Cada século que passa imprime um brilho novo à sua figura e um novo fulgor ao seu ensinamento. Ele não foi alheio aos trabalhos do pensamento dos seus contemporâneos. Naquele tempo, as teorias de Lucrécio, expandidas alguns anos antes da obra do Senhor, e as lições de Filon em Alexandria, eram muito inferiores às verdades celestes que Ele vinha trazer à Humanidade atormentada e sofredora... E, quando a figura venerada de Simão parecia prestes a prosseguir na sua jornada, inquiri, abruptamente: - Qual o vosso objetivo, atualmente, no Brasil? - Venho visitar a obra do Evangelho aqui instituída por Ismael, filho de Abraão e de Agar, e dirigida dos espaços por abnegados apóstolos da fraternidade cristã. - E estais igualmente associado às festas do segundo Congresso Eucarístico Nacional? – perguntei. Mas, o bondoso Apóstolo expressou uma atitude de profunda incompreensão, ao ouvir as minhas derradeiras palavras. Foi quando, então, lhe mostrei o rico monumento festivo, as igrejas enfeitadas de ouro, os movimentos de recepção aos prelados, exclamando ele, afinal: - Não, meu filho!... Esperam-me longe destas ostentações mentirosas os humildes e os desconsolados. O Reino de Deus ainda é a promessa para todos os pobres e para todos os aflitos da Terra. A Igreja romana, cujo chefe se diz possuidor de um trono que me pertence, está condenada no próprio Evangelho, com todas as suas grandezas bem tristes e bem miseráveis. A cadeira de São Pedro é para mim uma ironia muito amarga... Nestes templos faustosos não há lugares para Jesus, nem para os seus continuadores... - E que sugeris, Mestre, para esclarecer a verdade? Mas, nesse momento, o Apóstolo venerando enviou-me um gesto compassivo e piedoso, continuando o seu caminho, depois de amarrar, resignadamente, o cordão das sandálias.
Judas Iscariotes. Texto da obra "Crônicas de Além túmulo." Irmão X.
Silêncio augusto cai sobre a Cidade Santa. A antiga capital da Judéia parece dormir o seu sono de muitos séculos. Além descansa Getsêmani, onde o Divino Mestre chorou numa longa noite de agonia, acolá está o Gólgota sagrado e em cada coisa silenciosa há um traço da Paixão que as épocas guardarão para sempre. E, em meio de todo o cenário, como um veio cristalino de lágrimas, passa o Jordão silencioso, como se as suas águas mudas, buscando o Mar Morto, quisessem esconder das coisas tumultuosas dos homens os segredos insondáveis do Nazareno. Foi assim, numa destas noites que vi Jerusalém, vivendo a sua eternidade de maldições. Os espíritos podem vibrar em contacto direto com a história. Buscando uma relação íntima com a cidade dos profetas, procurava observar o passado vivo dos Lugares Santos. Parece que as mãos iconoclastas de Tito por ali passaram como executoras de um decreto irrevogável. Por toda a parte ainda persiste um sopro de destruição e desgraça. Legiões de duendes, embuçados nas suas vestimentas antigas, percorrem as ruínas sagradas e no meio das fatalidades que pesam sobre o império morto dos judeus, não ouvem os homens os gemidos da humanidade invisível. Nas margens caladas do Jordão, não longe talvez do lugar sagrado, onde o Precursor batizou Jesus Cristo, divisei um homem sentado sobre uma pedra. De sua expressão fisionômica irradiava-se uma simpatia cativante. - Sabe quem é este? – murmurou alguém aos meus ouvidos. – Este é Judas. - Judas?!... - Sim. Os espíritos apreciam, às vezes, não obstante o progresso que já alcançaram, volver atrás, visitando os sítios onde se engrandeceram ou prevaricaram, sentindo-se momentaneamente transportados aos tempos idos. Então mergulham o pensamento no passado, regressando ao presente, dispostos ao heroísmo necessário do futuro. Judas costuma vir à Terra, nos dias em que se comemora a Paixão de Nosso Senhor, meditando nos seus atos de antanho... Aquela figura de homem magnetizava-me. Eu não estou ainda livre da curiosidade do repórter, mas entre as minhas maldades de pecador e a perfeição de Judas existia um abismo. O meu atrevimento, porém, e a santa humildade de seu coração, ligaram-se para que eu o atravessasse, procurando ouvi-lo. -O senhor é, de fato, o ex-filho de Iscariotes? – Sim, sou Judas – respondeu aquele homem triste, enxugando uma lágrima nas dobras de sua longa túnica. Como o Jeremias, das Lamentações, contemplo às vezes esta Jerusalém arruinada, meditando no juízo dos homens transitórios... - É uma verdade tudo quanto reza o Novo Testamento com respeito à sua personalidade na tragédia da condenação de Jesus? - Em parte... Os escribas que redigiram os evangelhos não atenderam às circunstâncias e às tricas políticas que acima dos meus atos predominaram na nefanda crucificação. Pôncio Pilatos e o tetrarca da Galiléia, além dos seus interesses individuais na questão, tinham ainda a seu cargo salvaguardar os interesses do Estado romano, empenhado em satisfazer as aspirações religiosas dos anciãos judeus. Sempre a mesma história. O Sanedrim desejava o reino do céu pelejando por Jeová, a ferro e fogo; Roma queria o reino da Terra. Jesus estava entre essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada. Ora, eu era um dos apaixonados pelas ideias socialistas do Mestre, porém o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória. Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder já que, no seu manto de pobre, se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei então uma revolta surda como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado. O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica como a que fez mais tarde Constantino Primeiro, o Grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que aliás apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo. Entregando, pois, o Mestre, a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos. - E chegou a salvar-se pelo arrependimento? - Não. Não consegui. O remorso é uma força preliminar para os trabalhos reparadores. Depois da minha morte trágica submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta. Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus e as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial, onde imitando o Mestre, fui traído, vendido e usurpado. Vítima da felonia e da traição deixei na Terra os derradeiros resquícios do meu crime, na Europa do século XV. Desde esse dia, em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltavam, com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentido na fronte o ósculo de perdão da minha própria consciência... - E está hoje meditando nos dias que se foram... - pensei com tristeza. - Sim... Estou recapitulando os fatos como se passaram. E agora, irmanado com Ele, que se acha no seu luminoso Reino das Alturas que ainda não é deste mundo, sinto nestas estradas o sinal de seus divinos passos. Vejo-O ainda na Cruz entregando a Deus o seu destino... Sinto a clamorosa injustiça dos companheiros que O abandonaram inteiramente e me vem uma recordação carinhosa das poucas mulheres que O ampararam no doloroso transe... Em todas as homenagens a Ele prestadas, eu sou sempre a figura repugnante do traidor... Olho complacentemente os que me acusam sem refletir se podem atirar a primeira pedra... Sobre o meu nome pesa a maldição milenária, como sobre estes sítios cheios de miséria e de infortúnio. Pessoalmente, porém, estou saciado de justiça, porque já fui absolvido pela minha consciência no tribunal dos suplícios redentores. Quanto ao Divino Mestre – continuou Judas com os seus prantos – infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque se recebi trinta moedas, vendendo-O aos seus algozes, há muitos séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo a grosso e a retalho, por todos os preços em todos os padrões do ouro amoedado... - É verdade – concluí – e os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-lo. Judas afastou-se tomando a direção do Santo Sepulcro e eu, confundido nas sombras invisíveis para o mundo, vi que no céu brilhavam algumas estrelas sobre as nuvens pardacentas e tristes, enquanto o Jordão rolava na sua quietude como um lençol de águas mortas, procurando um mar morto.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
O servo bom. Texto do livro "A boa nova." Irmão X. Psicografia: Chico Xavier.
A condenação das riquezas se firmara no espírito dos discípulos com profundas raízes, a tal ponto que, por várias vezes, foi Jesus obrigado a intervir, de maneira a pôr termo a contendas injustificáveis. De vez em quando, Tadeu parecia querer impor aos assistentes das pregações do lago a entrega de todos os bens aos necessitados; Felipe não vacilava em afiançar que ninguém deveria possuir mais que uma camisa, constituindo uma obrigação tudo dividir com os infortunados, privando-se cada qual do indispensável à vida. – E quando o pobre nos surge somente nas aparências? – replicava judiciosamente Levi, _Conheço homens abastados que choram na coletoria de Cafarnaum, como miseráveis mendigos, apenas com o fim de se eximirem dos impostos. Sei de outros que estendem as mãos à caridade pública e são proprietários de terras dilatadas. Estaríamos edificando o Reino de Deus, se, favorecêssemos a exploração? – Tudo isso é verdade. – Redarguia Simão Pedro. – Entretanto, Deus nos inspirará sempre, nos momentos oportunos, e não é por essa razão que deveremos abandonar os realmente desamparados. Levi, porém, não se dava por vencido e retrucava: – A necessidade sincera deve ser objeto incessante de nosso carinhoso interesse; mas, em se tratando dos falsos mendigos, é preciso considerar que a palavra de Deus nos tem vindo pelo Mestre, que nunca se cansa de nos aconselhar vigilância. É imprescindível não viciarmos o sentimento de piedade, ao ponto de prejudicarmos os nossos irmãos no caminho da vida. O antigo cobrador de impostos supunha, assim, a sua maneira de ver; mas Felipe, agarrando-se à letra dos ensinos, replicava com ênfase: – Continuarei acreditando que é mais fácil a passagem de um camelo pelo fundo de uma agulha do que a entrada de um rico no Reino do Céu. Jesus não participava dessas discussões, porém, sentia as dúvidas que pairavam no coração dos discípulos e, deixando-os entregues ao seus raciocínios próprios, aguardava oportunidade para um esclarecimento geral. Passava-se o tempo e as pequenas controvérsias continuavam acesas. Chegara, porém, o dia em que o Mestre se ausentaria da Galiléia para a derradeira viagem a Jerusalém. A sua última ida a Jericó, antes do suplício, era aguardada com curiosidade imensa. Grandes multidões se apinhavam nas estradas. Um publicano abastado, de nome Zaqueu, conhecia o renome do Messias e desejava vê-lo. Chefe prestigioso na sua cidade, homem rico e enérgico, Zaqueu era, porém, de pequena estatura, tanto assim que, buscando satisfazer ao seu desejo ardente, procurou acomodar-se sobre um sicômoro, levado pela ansiosa expectativa com que esperava a passagem de Jesus. Coração inundado de curiosidade e de sensações alegres, o chefe publicano, ao aproximar-se o Messias, admirou-lhe o porte nobre e simples, sentindo-se magnetizado pela sua indefinível simpatia. Altamente surpreendido, verificou que o Mestre estacionara a seu lado e lhe dizia com acento íntimo : – Zaqueu, desce dessa árvore, porque hoje necessito de tua hospitalidade e de tua companhia. Sem que pudesse traduzir o que se passava em seu coração, o publicano de Jericó desceu de sua improvisada galeria, possuído de imenso júbilo. Abraçou a Jesus com prazer espontâneo e ordenou todas as providências para que o querido hóspede e sua comitiva fossem recebidos em casa com a maior alegria. O Mestre deu o braço ao publicano e escutava atento as suas observações mais insignificantes, com grande escândalo da maioria dos discípulos. “Não se tratava de um rico que devia ser condenado?” Perguntava Felipe a si próprio. E Simão Pedro refletia intimamente : – “Como justificar tudo isto, se Zaqueu é um homem de dinheiro e pecador perante a lei?” A breves instantes, porém, toda a comitiva penetrava na residência do publicano, que não ocultava o seu contentamento inexcedível. Jesus lhe seduzira as atenções, tocando-lhe as fibras mais íntimas do Espírito, com a sua presença generosa. Tratava-se de um hóspede bem-amado, que lhe ficaria eternamente no coração. Aproximava-se o crepúsculo, quando Zaqueu mandou oferecer uma leve refeição a todo o povo, em sinal de alegria, sentando-se com Jesus e os seus discípulos sob um vasto alpendre. A palestra versava sobre a nova doutrina e, sabendo que o Mestre não perdia ensejo de condenar as riquezas criminosas do mundo, o publicano o esclarecia, com toda a sinceridade de sua alma : – Senhor, é verdade que tenho sido observado como um homem de vida reprovável; mas, desde muitos anos, venho procurando empregar o dinheiro de modo que represente benefícios para todos os que me rodeiem na vida. Compreendendo que aqui em Jericó havia muitos pais de família sem trabalho, organizei múltiplos serviços de criação de animais e de cultivo incessante da terra. Até de Jerusalém, muitas famílias já vieram buscar, em meus trabalhos, o indispensável recurso à vida!... – Abençoado seja o teu esforço! – Replicou Jesus, cheio de bondade. Zaqueu ganhou novas forças e murmurou: – Os servos de minha casa nunca me encontraram sem a sincera disposição de servi-los. – Regozijo-me contigo – exclamou o Messias – porque todos nós somos servos de Nosso Pai. O publicano, que tantas vezes fora injustamente acusado, experimentou grande satisfação. A palavra de Jesus era uma recompensa valiosa à sua consciência dedicada ao bem coletivo. Extasiado, levantou-se e, estendendo ao Cristo as mãos, exclamou alegremente: – Senhor, Senhor, tão profunda é a minha alegria, que repartirei hoje com todos os necessitados a metade dos meus bens e se nalguma coisa tenho prejudicado a alguém, indenizá-lo-ei, quadruplicadamente!... Jesus o abraçou com um formoso sorriso e respondeu : – Bem-aventurado és tu que agora contemplas em tua casa a verdadeira salvação. Alguns dos discípulos, notadamente Felipe e Simão, não conseguiam ocultar as suas deduções desagradáveis. Mais ou menos aferrados às leis judaicas e atentando somente no sentido literal das lições do Messias, estranhavam aquela afabilidade de Jesus, aprovando os atos de um rico do mundo, confessadamente publicano e pecador. E, como o dono da casa se ausentasse da reunião por alguns minutos, afim de providenciar sobre a vinda de seus filhos para conhecerem o Messias, Pedro e outros prorromperam numa chuva de pequeninas perguntas: Por que tamanha aprovação a um rico mesquinho? As riquezas não eram condenadas pelo Evangelho do Reino? Por que não se hospedaram numa casa humilde e sim naquela vivenda suntuosa, em contraposição aos ensinos da humildade? Poderia alguém servir a Deus e ao mundo de pecados? O Mestre deixou que cessassem as interrogações e esclareceu, com generosa firmeza: – Amigos, acreditais, porventura, que o Evangelho tenha vindo ao mundo para, transformar todos os homens em miseráveis mendigos? Qual a esmola maior: a que socorre as necessidades de um dia ou a que adota providências para uma vida inteira? No mundo vivem os que entesouram na terra e os que entesouraram no céu. Os primeiros escondem suas possibilidades no cofre da ambição e do egoísmo e, por vezes, atiram moedas douradas ao faminto que passa, procurando livrar-se de sua presença; os segundos ligam suas existências a vidas numerosas, fazendo de seus servos e dos auxiliares de esforços a continuação de sua própria família. Estes últimos sabem empregar o sagrado depósito de Deus e são seus mordomos fiéis, à face do mundo. Os apóstolos ouviam-no espantados. Felipe, desejoso de se justificar, depois da argumentação incisiva do Cristo, exclamou: – Senhor, eu não compreendia bem, porque trazia o meu pensamento fixado nos pobres que a vossa bondade nos ensinou a amar. – Entretanto, Felipe – elucidou o Mestre – é necessário não nos perdermos em viciações do sentimento. Nunca ouviste falar numa terra pobre, numa arvore pobre, em animais desamparados? E, acima de tudo, nesses quadros da natureza a que Zaqueu procura atender, não vês o homem, nosso irmão? Qual será o mais infeliz: o mendigo sem responsabilidade, a não ser a de sua própria manutenção, ou de pai carregado de filhinhos a lhe pedirem pão? Como André o observasse, com grande brilho nos olhos, maravilhado com as suas explicações, o Mestre acentuou: – Sim, amigos! ditosos os que repartirem os seus bens com os pobres; mas, bem-aventurados também os que consagrarem suas possibilidades aos movimentos da vida, cientes de que o mundo é um grande necessitado, e que sabem, assim, servir a Deus com as riquezas que lhes foram confiadas! Em seguida, Zaqueu mandou servir uma grande mesa ao Senhor e aos discípulos, onde Jesus partiu o pão, partilhando do contentamento geral. Impulsionado por um júbilo insopitável, o chefe publicano de Jericó apresentou seus filhos a Jesus e mandou que seus servos festejassem aquela noite memorável para o seu coração. Nos terreiros amplos da casa, crianças e velhos felizes cantaram hinos de cariciosa ventura, enquanto jovens em grande número tocavam flautas, enchendo de harmonias o ambiente. Foi então que Jesus, reunidos todos, contou a formosa parábola dos talentos, conforme a narrativa dos apóstolos, e foi também que, pousando enternecido e generoso olhar sobre a figura de Zaqueu, seus lábios divinos pronunciaram as imorredouras palavras: – “Bem-aventurado sejas tu, servo bom e fiel!”
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