Se há um entre tantos aspectos que ressaltam na doutrina evangélica de nosso sublime mestre maior é no que diz respeito à dor.
Nosso mestre maior lançou um novo parâmetro sobre esta fatal companheira da humanidade.
Tal parâmetro, serviu muitas vezes como pretexto a distorções evasivas dos fracos, dos covardes e dos acomodados.
Desde seu início o evangelho bateu de frente com a perversidade humana e também bateu de frente com a hipocrisia, a estupidez, a má vontade de seus próprios seguidores.
Os fracos e covardes de todos os tempos usam o evangelho para justificar sua acomodação, sua preguiça e má vontade no intuito de requisitar a caridade evangélica.
É comum em todo o mundo os mendigos solicitarem esmolas em igrejas e outros lugares onde há afluência de cristãos.
Este é um ponto de vista errado referente à dor. Algo semelhante aconteceu na idade média, quando havia suplícios e auto mutilações voluntárias.
Tais pessoas são doentes da alma. São os eternos fracos de todas as épocas, mais amigos do diabo de que de nosso mestre Jesus.
Nosso sublime mestre deixou-nos um legado divino provindo do coração de Deus. Um tesouro imperecível de amor, bondade, pureza e humildade, o qual é o único roteiro verdadeiro para a eternidade de Deus.
É justamente sobre a dor que este legado divino causou um impacto profundo à nossa psicologia diabólica. A dor é o remédio amargo forçado que purifica e cura a alma humana, libertando o coração humano das garras perversas do diabo, o ferrenho inimigo do bem, de Deus e de nosso mestre Jesus.
A dor é nossa eterna companheira. Ela jamais desaparece totalmente, apenas muda de forma, para onde nos viramos lá está ela, disfarçada ou não. É inútil tentar fugir de sua investida. Não há lugar, tempo, circunstância, ou situação que possa impedir sua investida.
O ignorante e perverso coração humano está longe de compreender a relação sutil, mas real, de sua vontade perversa e egoísta e a dor que o atormenta. Está longe de compreender a sabedoria divina da justiça de Deus, a qual jamais erra e dá a cada um o que a pessoa plantou em sua vida, sem errar o mínimo sequer.
Acima de nossas loucuras, nossa leviandade, nossa perversidade cotidiana está a espada severa e infalível da justiça de Deus suspensa sobre nossas cabeças. Ela não deixa passar as mínimas falhas e nos vigia ininterruptamente.
Nosso mestre sublime nos deixou o único e verdadeiro roteiro para a superação da dor: abrir o coração à luz divina de seu evangelho redentor e fazer as pazes com Deus.
Assim, Deus vai abrir as portas da eternidade divina a quem ousar seguir as pegadas cintilantes daquele ser sublime que um dia, sangrando, humilhado, carregando a cruz do opróbrio, da perversidade, sob o vozerio infame e estúpido da plebe ignorante, venceu a dor para sempre.