“Todo aquele, pois, que ouve
estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que
edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios,
sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque
fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e
não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa
sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e
deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.”
Mateus
7:24 a 27
É por demais patente a alusão de nosso mestre divino à cegueira e
obstinação humana nesta passagem evangélica.
A imagem é bem rica. O mestre dispunha de um grande talento literário.
Suas parábolas eram ricas de conteúdo, tanto quanto eram oportunas e criadas
para o entendimento de todos, de modo simples e objetivo.
Ele nunca falava apenas para aqueles que o ouviam. Ele se dirigia a toda
a humanidade em todos os tempos do futuro.
Suas palavras dão a entender que seu conhecimento era muito superior à
sua época e meio. Mesmo hoje, mais de dois mil anos depois, sua mensagem é mal
compreendida e distorcida mesmo por muitos “cristãos.”
É a resistência do demônio. O demônio não quer morrer. Ele resiste com
unhas e dentes até o último fôlego.
Na passagem acima o mestre alertou para aqueles que não ouvem sua
luminosa palavra, mas dão ouvidos ao demônio. Fazem ouvidos moucos ao bem e
ouvem o mal.
Ele descreveu as consequências trágicas e dolorosas que advém àqueles
que cedem às sugestões do mal, mencionando sub-repticiamente à justiça poderosa
de Deus, a qual pune inexoravelmente nossos erros.
A imagem é bem clara ao dizer “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas
palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua
casa sobre a rocha;” Isto quer dizer: “Quem ouvir e praticar aquilo que digo,
estará sempre seguro, aconteça o que acontecer.”
Também, a outra parte da parábola quer dizer: “Se você não ouvir e
praticar o que digo, vai acontecer coisas terríveis em sua vida.”
Aqui há um alerta que superficialmente parece bem óbvio, mas de uma
importância capital a quem pode penetrar seu sentido profundo.
Denota a sublimidade e transcendência do evangelho ao demonstrar a
necessidade de combate ao mal e implantação do bem no inferno do mundo, revelando
que este combate trata-se de leis profundas da existência, governadas pela
sabedoria infinita de Deus. É a lei de Deus imprimida no cerne de todas as
coisas, implantada inexoravelmente em todos as criaturas do universo. Lei a
qual domina e governa tudo e todos por toda a eternidade. Esbarra-se na eterna
luta entre bem e mal, mistério dos mistérios profundos, guardados a sete
chaves; distante de nossa ignorância.
É a voz de Deus a convidar àqueles que querem ouvir e mudar seu caminho para novos rumos, onde reina a paz, amor e alegria legítima, distante do inferno desgraçado, amargoso, pavoroso e medonho daqueles que insistem em ouvir o diabo.
O evangelho de nosso sublime mestre é o tesouro de luz o qual contém as
joias da verdade e do amor; o roteiro seguro para a salvação da infeliz,
perversa e egoísta humanidade para sempre.