O divino Mestre.

O divino Mestre.
Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Texto do livro "Estante da vida," Irmão x. Psicografia: Chico Xavier


40 - PORQUE, SENHOR ?
... E Nicodemos, o grande Nicodemos dos dias primeiros do Evangelho, passou a contar-nos:
- Depois da aparição do Senhor aos quinhentos da Galiléia, certo dia, ao entardecer,
detive-me à beira do lago de suas pregações, rogando a Ele me dissipasse as dívidas.
Ante os ensinamentos divinos, eu experimentava o entrechoque em torno das idéias de
justiça e misericórdia, responsabilidade e perdão... De que maneira conciliar o bem e o
mal? como estabelecer a diferença entre prêmio e castigo? Atormentado, perante as
exigências da Lei de que eu era intérprete, supliquei-lhe a palavra e eis que, de súbito, o
Excelso Benfeitor apareceu junto de mim... Prostrei-me na areia e Jesus, aproximando-se,
tocou-me, de leve, a cabeça fatigada, e inquiriu:
- Nicodemos, que pretendes de mim?
- Senhor – explique -, tenho o pensamento em fogo, tentando discernir sobre retidão e
delinqüência, bondade e correção... Porque te banqueteaste com pecadores e tanta vez
te referiste, quase rudemente, aos fariseus, leais seguidores de Moisés? Acaso, estão
certas as pessoas de vida impura, e erradas aquelas outras que se mostram fiéis à Lei?
Jesus respondeu com inflexão de brandura inesquecível:
- Nunca disse que os pecadores estão no caminho justo, mas afirmei que não vim ao
mundo socorrer os sãos, e sim os enfermos. Quanto aos princípios de santidade, que
dizer dos bons que detestam os maus, dos felizes que desprezam os infelizes, se todos
somos filhos de Deus? de que serve o tesouro enterrado ou o livro escondido no deserto?
- Messias – prosseguiu -, porque dispensaste tanta atenção a Zaqueu, o rico, a ponto de
lhe compartilhares a mesa, sem visitar os lares pobres que lhe circundam a moradia?
- Estive com a multidão, desde as notícias iniciais do novo Reino!... Relativamente a
Zaqueu, é ele um rico que desejava instruir-se, e furtar a lição, àqueles amigos a quem o
mundo apelida de avaros, é o mesmo que recusar remédio ao doente...
- E as meretrizes, Senhor? porque as defendeste?
- Nicodemos, na hora do Juízo Divino, muitas dessas mesmas desventuradas mulheres,
que censuras, ressurgirão do lodo da angústia, limpas e brilhantes, lavadas pelo pranto e
pelo suor que derramarem, enquanto que aparecerão pejados de sobra e lama aquelas
que lhes prostituíram a existência, depois de lhes abusarem da confiança, lançando-as à
condenação e à enfermidades.
- Senhor, ouvi dizer que deste a Pedro o papel de condutor dos teus discípulos... Porquê?
não é ele o colaborador que te negou três vezes?!
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- Exatamente por isso... Na dor do remorso pelas próprias fraquezas, Simão ganhará
mais força para ser fiel... Mais que os outros companheiros, ele sabe agora quanto custa
o sofrimento da deserção...
- Mestre, e os ladrões do último dia? porque te deixaste imolar entre dois malfeitores? e
porque asseguraste a um deles o ingresso no paraíso, junto de ti?
- Como podes julgar apressadamente a tragédia de criaturas cuja história não conheces
desde o princípio? Não acoberto os que praticam o mal; no entanto, é preciso saber até
que ponto terá alguém resistido à tentação e ao infortúnio para que se transformam em
vítimas do próprio desequilíbrio e há empreiteiros da fome que responderão pela
crueldade com que sonegam o pão... Com referência ao amigo a quem prometi a entrada
imediata na Vida Superior, é verdade que assim o fiz, mas não disse para quê... Ele
realmente foi conduzido ao Mundo Maior para ser reeducado e atendido em suas
necessidades de erguimento e transformação!...
- Senhor – insistiu -, e a responsabilidade com que nos cabe tratar da justiça? porque
pediste perdão ao Todo-Poderoso para os próprios carrascos, quando dependurado na
crus do martírio, inocentando os que te espancavam?
- Não anulei a responsabilidade em tempo algum... Roguei, algemado à cruz: “Pai,
perdoa-lhes porque não sabem o que fazem...” Com isso, não asseverei que os nossos
adversários gratuitos estivessem fazendo o que deviam fazer... Esclareci, tão-só, que eles
não sabiam o que estavam fazendo e, por isso mesmo, se revelavam dignos da maior
compaixão!...
Ante as palavras do Senhor – concluiu o antigo mestre de Israel -, as lágrimas me
subiram das entranhas da lama para os olhos... Nada mais vi que não fosse o véu diáfano
do pranto, a refletir as sombras que anunciavam a noite... Ainda assim, ouvi, como se o
Senhor me falasse longe, muito de longe:
- Misericórdia quero, não sacrifício...
Nesse ponto da narrativa, Nicodemos calou-se. A emoção sufoca a voz do grande
instrutor, cuja presença nos honrava a mansão espiritual. E, quanto a nós, velhos
julgadores do mundo, que o ouvíramos atentos, entramos todos em meditação e silêncio,
de vez que ninguém apareceu em nossa tertúlia íntima com bastante disposição para
acrescentar palavra.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Deus: prioridade absoluta.

“Procurai antes de tudo o reino de Deus!” Atentemos para o trecho “antes de tudo.” Aqui o divino mestre Jesus fez uma recomendação da máxima importância para toda a humanidade.
Ao recomendar “antes de tudo” nosso salvador alertou para a necessidade absoluta da precedência de Deus em nossa vida.
Tal recomendação vai de encontro a necessidade imperiosa de apormos acima de tudo a vontade de Deus.
Esta recomendação é frequentemente desconsiderada por toda a humanidade, afeita a sobrepor sua alienada e perversa vontade à vontade de Deus. Depois, sofre-se ao peso da justiça de Deus.
Aqui o mestre foi muito mais além de um aconselhamento moral, ele revelou um aspecto novo da psicologia humana: a indispensável necessidade da presença de Deus para a alma humana.
Antes da encarnação do mestre não existia no mundo a ideia desta proximidade amorosa, íntima e constante entre nós e Deus. Foi a partir de sua encarnação que a humanidade pode entender e olhar Deus com uma visão nova, mais de acordo com a infinita sabedoria e misericórdia divina.
Ao aconselhar a prioridade absoluta de Deus a tudo em nossa vida, o mestre apontou a causa profunda de todas as dores e misérias humanas: a obstinação cega e perversa em manter-se distante de Deus.

Não se pode viver sem Deus, é loucura. Infelizmente, a maioria da humanidade compartilha esta loucura desde tempos remotos. Mas não estamos abandonados em nossas trevas. A bondade de Deus nos enviou nosso salvador para encaminhar toda a maldosa, egoísta e alienada humanidade aos “braços” amorosos de Deus.

sábado, 7 de setembro de 2013

O mestre: o único cristão no mundo.

“O único cristão morreu na cruz.” Esta frase de Nietzsche vem de encontro a uma realidade não percebida a muitas pessoas, as quais tem uma apreciação errônea do comportamento cristão.
A maioria das pessoas que optam caminhar ao passo da doutrina evangélica não seguem as recomendações do divino mestre Jesus em seu evangelho, elas distorcem a verdade a favor de seus interesses baixos e egoístas, e não fazem o que recomendou o mestre.
Esta é uma atitude comum em todo o mundo presente em todas as igrejas, templos em todas as denominações religiosas.
O ser humano prefere ouvir a voz do demônio à voz de Deus.
A história registrou muitas loucuras cometidas por “cristãos” e ainda hoje deparamos com a presença do mal em todas as comunidades cristãs.
 O que falta a todos aqueles que escolhem a senda evangélica não é o conhecimento e sim a boa vontade; este espírito humilde e confiante muitas vezes totalmente ausente na alma daqueles denominados “cristãos”.
É muito forte o amor ao demônio na alma humana. Este espírito maldoso, egoísta, orgulhoso e vaidoso enlouquece a alma humana de tal forma que somente a pressão da dor imposta pela justiça de Deus desperta a alma humana à verdade.
Quem escolhe ouvir o demônio dá um passo infeliz para sua própria queda a um abismo de sofrimento onde terá que permanecer até que a bondade de Deus o liberte.
Isto poderia ser muito diferente se estes infelizes escolhessem pautar seu comportamento segundo a luz da humildade e boa vontade.

O evangelho de nosso mestre é a luz onde todos podem caminhar no inferno do mundo sob a proteção poderosa e iluminada de Deus. Basta ter boa vontade, humildade e fé.