O divino Mestre.
Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Mensagem do Perdão. Do livro "Grandes mensagens" psicografado por Pietro Ubaldi.
Filho meu, minha voz não despreza tuas pequeninas coisas de cada dia, mas delas se eleva para as grandes coisas de todos os tempos.
Ama o trabalho, inclusive o trabalho material.
Coisa elevada e santa, o trabalho, presentemente, foi transformado em febre. De que não se tem abusado entre vós? Que coisa ainda não foi desvirtuada pelo homem? Em tudo vos excedeis e, por isso, ignorais o labor equilibrado, que tão elevado conteúdo moral encerra: se busca o necessário ao corpo, ao mesmo tempo contenta o espírito. E, no entanto, transformastes esse dom divino, com o qual poderíeis plasmar o mundo à vossa imagem, em tormento insaciável de posse. Substituístes a beleza do ato criador, completo em si mesmo, pela cobiça que nunca descansa. Quantos esforços empregados para envenenar-vos a vida!
Ama o trabalho, mas com espírito novo; ama-o, não pelo que ele é propriamente, porém, como um ato de adoração a Deus, como manifestação de tua alma, nunca como febre de riqueza ou domínio. Não prendas tua alma aos seus resultados, que pertencem à matéria e, portanto, sujeitos à caducidade; ama, porém, o ato, somente o ato de trabalhar. Não seja a posse, o triunfo, a tua recompensa, mas sim, a satisfação íntima de haveres cumprido, cada dia, o teu dever, colaborando assim no funcionamento do grande organismo coletivo.
Esta é a única recompensa verdadeira, indestrutível, solidamente tua; as demais depressa se dissipam e se perdem. Ainda que nenhum resultado positivo obtivesses, uma recompensa ficaria contigo para sempre: a paz do coração, paz que o mundo perdeu por prender-se às coisas concretas, julgando-as seguras.
Desapega-te de tudo, inclusive do fruto de teu trabalho, se queres entrar na posse da paz. Ocupa-te das coisas da Terra, mas apenas o suficiente para aprenderes a desapegar-te delas.
Toda construção deve localizar-se no teu espírito, deve ser construção de qualidades e disposições da personalidade, e não edificação na matéria, que é um remoinho de areia que nenhum sinal pode conservar.
Tudo o que quiserdes vos seja unido eternamente deve ser unido por qualidades e merecimento, deve ser enlaçado pela força sutil da Lei, por vós movimentada, nunca por vossa força exterior, ou por vínculos das convenções sociais ou ainda por liames da matéria. Só nesse sentido se pode realmente possuir: de outro modo, não obtereis senão a tristeza depois da ilusão e a consciência posterior da inutilidade de vossos esforços.
Outro grande problema, que voz diz respeito, é o amor. Elevai-vos em amor, como deveis elevar-vos em todas as coisas, se quereis encontrar profundas alegrias. Martelai vossa alma, num íntimo trabalho de cada dia, que vos leva à conquista de amores sempre mais extensos, únicos que têm a resistência das coisas terrenas.
Sabes que o amor se eleva do humano ao divino e que nessa ascensão ele não se destrói, mas se fortalece, aperfeiçoando e multiplicando-se. Segue-me e, então, poderás entoar o cântico do amor:
"Meu corpo tem fome e eu canto; meu corpo sofre e eu canto; minha vida é deserta e eu canto; não há carícias para mim, porém todas as criaturas vêm à mim. Meu irmão de mim se aproxima como inimigo, para prejudicar-me, e eu lhe abro os braços em sinal de amor. Eu vos bendigo a todos vós que me trazei dor, porque com ela me trazeis a purificação, que me abre as portas do Céu. Minha dor é um cântico que me faz subir. louvado sejas, ó Senhor, pelo que é a maior maravilha da vida; que as pobres intenções malignas de meu próximo sejam para mim a Tua Bênção ".
Estes meus ensinamentos são dirigidos mais à vossa intuição que ao vosso intelecto. Tem um sentido mais amplo o que vos tenho dito: a felicidade dos outros é vossa única felicidade, verdadeira e firme. Significa extinção dos egoísmos num amplexo universal de altruísmo. Tudo isso pode ser de fácil compreensão, mas é difícil senti-lo. Não procuro vossa razão que discute, antes busco essa visão interior que em vós opera, que sente por imediata concepção, que enxerga com absoluta clareza e lealmente se entrega à ação.
Peço-vos o ímpeto que somente nasce do calor da fé e que nunca vem pelos tortuosos caminhos do raciocínio. Não desejo erudição, pesquisas e vitórias do intelecto; quero, antes, que vejais, num ato sintético de fé e que imediatamente vivais vossa visão, e personifiqueis a idéia avistada, e resplendais vós mesmos, em seu esplendor. Somente então a idéia viverá na Terra e personificado em vós existirá um momento da concepção divina.
Não estou apelando para vossos conhecimentos nem para vosso intelecto, que não são patrimônios de todos, mas venho até junto de vós por caminhos inabituais e em vós penetro como um raio que desce às profundezas e dissipa as trevas, que cintila e vos arrasta através de novas vias, com forças novas, que levantarão o mundo como num turbilhão.
Também falarei, para ser entendido, a linguagem fria e cortante da razão e da ciência, porém usarei, acima de tudo, da linguagem ardente e direta da fé. Minha palavra será ora o brado de comando, ora a ternura de um beijo de mãe.
Para ser por todos compreendida, minha palavra percorrerá os extremos de sabedoria e de singeleza, de força e de bondade. Será pranto de amargura e remoinho de paixão; será nostálgico lamento, suspirando por uma grande pátria distante, como será também ímpeto de ação para até ela conduzir-vos. Minha palavra rolará, por vezes, como regato sussurrante em verde campina, a trazer-vos o frescor das coisas puras; outras vezes trovejará com os elementos enfurecidos na fúria da tempestade.
Ao seio de cada alma quero descer e adaptar-me a fim de ser compreendido; para cada uma devo encontrar uma palavra que a penetre no mais íntimo, que a abale, que a inflame e a arroje para o alto, onde eu estou, que até junto de mim a conduza, onde eu a espero.
Almas, almas eu peço. para conquistá-las vim das profundezas do infinito, onde não existe espaço nem tempo, vim oferecer-vos meu abraço, vim de novo dizer-vos a palavra da ressurreição, para elevar-vos até mim, para indicar-vos um caminho mais elevado onde encontrareis as alegrias puras.
Vós vos identificastes de tal modo com a vida física que já não podeis sentir senão uma vida limitada como a do vosso corpo. Pobre vida, rápida e cheia de incertezas, enclausurada nas limitações de vossos pobres sentidos. Pobre vida, encerrada num ataúde, na sepultura que é o corpo a que tanto vos agarrais. Minha voz encerrará todos os extremos de vossas diferentes psicologias. Escutai-me!
Não vos ensino a gozar das coisas terrenas, porque são ilusórias; indico-vos as alegrias do céu, porque somente estas são verdadeiras. Minha verdade não é a fácil verdade do mundo; não vos prometo alegrias sem esforços, mas minha promessa não vos ilude. Meu caminho é caminho de dor, porém, eu vos digo que somente ele vos conduzirá à liberação e à redenção. Minha estrada é de luta e de espinhos, mas vos fará ressurgir em mim, que vos saciarei para sempre. Não vos digo: " Gozai , gozai ", como o mundo vos fala. O mundo, porém, vos engana, eu não vos enganaria nunca.
Minha verdade é áspera e nua, contudo é a verdade. Peço o vosso esforço, mas dou a felicidade. Digo-vos: " Sofrei ", mas junto de vós estarei no momento da dor; com piedade maternal, velarei por vós; medindo todo o vosso esforço, proporcionarei as provas segundo vossa capacidade; finalmente, farei o que o mundo não faz: enxugarei vossas lágrimas.
O mundo parece espargir rosas, mas na verdade distribui espinhos; eu vos ofereço espinhos, porém vos ajudarei a colher rosas.
Segui-me, que o exemplo já vos dei. Levantai-vos, ó homens: é chegado o momento. Não venho para trazer guerra, mas, sim, paz. Não venho trazer dissensão às vossas idéias nem às vossas crenças: venho fecundá-las com meu espírito, unificá-las na minha luz.
Não venho para destruir e sim para edificar. O que é inútil morrerá por si mesmo, sem que eu vos dê exemplo de agressividade.
Desejaríeis sempre agredir, até mesmo em nome de Deus. Com que grande avidez ansiais por discussões e lutas contra vossos próprios irmãos, prontos a profanar, assim, minha pura palavra de bondade. Repito-vos: " Amai-vos uns aos outros ". Não discutais, mas dai o exemplo de virtude na dor, amai vosso próximo; aprendei a estar sempre prontos para prestar um auxílio, em qualquer parte onde haja um padecimento a aliviar, uma carícia a oferecer. Vossas eruditas investigações tornaram tão ásperas vossas almas que não vos permitiram avançar um só passo para o Céu.
Não venho para agredir, mas para ajudar; não para dividir, mas unir; não demolir, mas edificar. Minha palavra busca a bondade, antes que a sabedoria. Minha voz a todos se dirige. Ela é ampla como o universo, solene como o infinito. Descerá aos vossos corações, às vezes com a doçura de um carinho, outras vezes arrastadora como o tufão.
* * *
Do alto e de muito longe venho até vós. Não podeis perceber quão longo é o caminho que nós, puro pensamento, devemos percorrer a fim de superar a imensa distância espiritual que nos separa de vós, imersos na terra lodosa. Vossas distâncias psicológicas são maiores e mais difíceis de serem vencidas que as distâncias de espaço e tempo. Por isso, às vezes, chego fatigado. Minha fadiga, porém, não é cansaço físico: provém apenas do desalento que me nasce de vossa incompreensão. E, no entanto, minha palavra tem a doçura da eternidade e do infinito. Tem a tonalidade tão ampla como jamais possuiu a voz humana: deveríeis, por isso, reconhecer-me.
Venho a vós cheio de amor e de bondade, e me repelis. Eu, que vejo os limites da história de vosso planeta; eu, que num rápido olhar, vejo sem esforço toda a laboriosa ascensão desta humanidade cujo pai sou; eu me faço pequenino hoje, limito-me e me encerro num átimo de vosso momento histórico para que possais compreender-me.
Se vos falasse com minha voz potente, não me entenderíeis. Meu olhar contempla a Terra, quando o homem ainda não a habitava e também a vê no futuro distante, morta, a navegar no espaço como um ataúde de todas as vossas grandezas. Vejo vosso sol moribundo, depois morto e em seguida chamado a uma nova vida. Vejo, além desse átomo que é o vosso planeta, uma poeira de astros a revolutearem sem cessar pelos espaços infinitos, e todos eles transportando consigo humanidades que lutam, sofrem, vencem e se elevam. tudo vejo, tudo leio nos vossos corações como nos corações de todos os seres.
Além do vosso universo físico, vejo um maior universo moral, onde as almas, na sua laboriosa ascensão, cumprindo seu diuturno esforço de purificação para o Alto, cantam o mais glorioso hino à Divindade. Esplendorosa luz existe no centro moral do universo, luz que atrai todos os seres por uma força de gravitação moral mais poderosa do que aquela que mantém associadas no espaço as grandes massas planetárias e estelares, tudo vejo, mas nada falo para não vos perturbar. tudo vejo e minha mão possante firma o destino dos mundos. Poderia mudar o curso dos astros, mas nós somos lei, ordem e equilíbrio e não aprovamos violações. Empunho o destino dos povos e, no entanto, venho humildemente até vós, para entre vós colher o perfume que se desprenda de uma alma simples. Esse é meu único conforto, quando desço ao vosso mundo, às camadas profundas e obscuras de matéria densa, formadas de coisas baixas e repugnantes. Aquele perfume parece perder-se na vossa atmosfera carregada de emanações perniciosas, como que vencido pelas forças envolventes do mal. Eu o percebo, no entanto, elegendo-o, e recolho como se guarda uma jóia humilde e gentil, desabrochada na lama e a guardo em meu coração, onde ela repousará. É o único carinho que encontro em vosso mundo, o único hino, puro e singelo, que me faz descansar. Como a criancinha repousa aos cânticos de sua mãe, que lhe parecem os mais belos, assim me acalento, invadido por infinita doçura, no seio dessas vozes humildes dispersas em vosso mundo.
Essa é a única trégua em meio ao trabalho de iluminar e guiar-vos, ó homens rebeldes, que acreditais dominar e sois dominados, que pensais subir, mas, na verdade, desceis. Eu poderia, contudo, atemorizar-vos por de prodígios, aterrorizar-vos com cataclismos. Convencer-vos-ia, no entanto? Minha mão se levanta sobre vós, que sois maus, como uma bênção, nunca para vinganças.
Escutai com atenção esta grande palavra: desejo que o equilíbrio, violado pela vossa maldade, se restabeleça pelos caminhos do amor e não pelo castigo. Compreendeis a grande diferença?
Eis as razões da minha intervenção, da minha presença entre vós.
A Lei quer o equilíbrio. É a Lei. Vós a desrespeitastes com vossas culpas, ultrajando assim a Divindade. O equilíbrio "deve" restabelecer-se, a reação "deve" verificar-se, o efeito "deve" acompanhar a causa, por vós livremente buscada.
Deus vos quer livres, já o sabeis. Pois bem, eu venho para que o equilíbrio se restabeleça pelos caminhos do amor e da compreensão; venho para incitar-vos, com palavras de fogo, ao entendimento, estimular-vos a retomar livremente a via da redenção; finalmente, venho ensinar-vos a fazer de vossa liberdade um uso que vos eleve e salve, e não que vos rebaixe e condene. Venho tornar-vos conscientes dessa Lei que vos guia e da maneira de restaurardes a ordem violada, a fim de que essa violação não venha a recair sobre vós, como tremendo choque de retorno que destruirá vossa civilização.
Venho para salvar-vos, para salvar o que de melhor possuís, o que fatigosamente os séculos têm acumulado, ao preço de muitas dores e de muito sangue.
Entre a necessidade férrea da Lei que, inexoravelmente, volve ao equilíbrio, interponho hoje o meu amor e a minha luz, como já interpus a minha dor e o meu martírio!
Homens, tremei! É supremo o momento. É por motivos supremos que do Alto desço até vós. Escutai-me: o mundo será dividido entre aqueles que me compreendem e me seguem e aqueles que não me compreendem e não me seguem. Ai destes últimos! Os primeiros encontrarão asilo seguro em meu coração e serão salvos; sobre os outros a Lei, não mais compensada pelo meu amor, descerá inelutavelmente e eles serão arrastados por um vendaval sem nome para trevas indescritíveis.
Não vos iludais: reconhecei a minha voz. Reconhecei-a pela sua imensa tonalidade, pela sua bondade sem fronteiras. Algum homem, porventura, já falou assim? falo-vos de coisas singelas e elevadas, de coisas boas e terríveis. Sou a síntese de todas as Verdades.
Não me oponhais barreiras de vossas almas, mas escutai, ponderai, deixai que este raio de luz que vem de Deus desça à vossa consciência e a ilumine. Eu vô-lo rogo, humilhando-me em vossa presença; humildemente, para vossa salvação, eu vos suplico: escutai a minha voz!
Que sobre vós desça a paz. A paz! A paz que não mais conheceis venha sobre vossas almas! Entre vós e a divina justiça está minha oração: "Deus, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem".
Pobres seres perdidos na escuridão das paixões; pobres seres que tomais por luz verdadeira o ouropel fascinador das coisas falsas da Terra! Pobres seres, maus e perversos! E, no entanto, sois meus filhos e por amor de vós de novo subiria à cruz para vos salvar. Pobres seres que, numa vitória efêmera de matéria, que chamais civilização, haveis perdido completamente o único repouso do coração — a minha paz.
Escutai-me. Falo-vos com amor, imenso amor. Fui por vós insultado e crucificado, e vos perdoei; perdôo-vos ainda e ainda vos amo. Trago-vos a paz. Até junto de vós retorno para falar-vos de uma ciência que a vossa não conhece, para pronunciar-vos a palavra que nenhum homem sabe falar, palavra que vos saciará para sempre. Escutai-me.
Minha voz conduzirá vosso coração a um êxtase que nenhuma vitória material, que nenhuma grandeza do mundo jamais vos poderá dar.
Como um clarão intuitivo, minha luz espargirá sobre vós uma compreensão a que os laboriosos processos de vossa razão não chegarão jamais. A razão, filha do raciocínio, discute e calcula, mas eu sou o clarão que em vós se acende e pode, num átimo, transformar-vos em heróis. Aceitai, suplico-vos, este supremo dom que vos ofereço e pelo qual vim de tão longe até junto de vós: aceitai esta dádiva esplêndida, que é a minha paz. É a bem-aventurança do céu, que vos trago de mãos cheias; é a felicidade que coisa alguma terrena jamais vos poderá dar. Reconhecei a minha paz! Para recebê-la, abri todas as portas de vossa alma! Dela saciai-vos, com ela inebriai-vos! É um dom imenso que vos trago do seio de Deus, é uma graça com que o meu imenso Amor recompensa a vossa ingratidão.
Até vós eu venho, trazendo os mais lindos dons, para derramar sobre vossas almas a verdadeira felicidade. Venho para suavizar a Justiça Divina. Fiz longa e fatigante viagem, do meu Céu radioso às vossas trevas. Vim espontaneamente, pelo amor que vos consagro. Não renoveis as torturas do Getsêmani, as angústias da incompreensão humana, os tormentos de um imenso amor repelido.
Quem sou eu? - perguntais-me.
Sou o calor do sol matinal que vela o desabotoar da florzinha que ninguém vê; sou o equilíbrio que, na variação alternadora dos elementos, a todos garante a vida. Sou o pranto da alma quebrantada, em que desabrocha a primeira visão do divino. Sou o equilíbrio que, nas mudanças dos acontecimentos morais, a todos promete salvação. Sou o rei do mundo físico de vossa ciência; sou o rei do mundo moral que não vedes.
Sempre me procurais, em toda a parte. Sempre mais profundamente vos escapo, de fibra em fibra, nas vossas mesas de anatomia, de molécula em molécula nos vossos laboratórios. Vós me procurais, dilacerando e dissecando a pobre matéria: mas eu sou espírito e animo todas as coisas. Não com os olhos e os instrumentos materiais, mas somente com os olhos e os instrumentos do espírito podereis encontrar-me.
Sou o sorriso da criança e a carícia materna; sou o gemido daquele que corre implorando salvação; sou o calor do primeiro raio de sol da primavera, que traz a vida e sou o vendaval que traz a morte; sou a beleza evanescente do momento que foge; sou a eterna harmonia do universo.
Sou Amor, sou Força, sou Idéia, sou Espírito que tudo vivifica e está sempre presente. Sou a lei que governa o organismo do universo com maravilhoso equilíbrio. Sou a Força irresistível que impulsiona todos os seres para a ascensão. Sou o cântico imenso que a criação entoa ao Criador.
Tudo sou e tudo compreendo, até o mal, porquanto o envolvo e o limito aos fins do bem. Meu dedo escreve, na eternidade e no infinito, a história de miríades de mundos e vidas, traçando o caminho ascensional dos seres que para mim se voltam, seres que atraio com meu Amor e que recolherei na minha luz.
Muitos mundos já vi antes do vosso, muitos verei depois dele. Vossas grandes visões apocalípticas para mim são pequeninas encrespaduras nas dimensões do tempo. Virei, entre raios de tempestade, para dobrar os orgulhosos e elevar os humildes. Virei vitorioso na minha glória e no meu poder, triunfante do mal, que será rechaçado para as trevas.
Tremei, porque quando eu já não for o Amor que perdoa e vos protege, serei o turbilhão que tempestua, serei o desencadear dos elementos sem peias, serei a Lei que, não mais dominada pela minha vontade, trazendo consigo a ruína, inexoravelmente explodirá sobre vós.
Tudo é conexo no universo; causas físicas e efeitos morais, causas morais e efeitos físicos. Um organismo compressor vos envolve e nele estais presos em cada ato vosso.
Minha poderosa mão firma o destino dos mundos e, no entanto, sabe descer até a mais humilde criancinha para lhe suster, carinhosamente, o pranto. Essa é minha verdadeira grandeza.
Ó vós que me admirais, tímidos, no ímpeto da tempestade, admirai-me, antes, no poder que tenho de fazer-me humilde para vós, no saber descer do meu elevado reino à vossa treva; admirai-me nessa força imensa que possuo de constranger meu poder a uma fraqueza que me torna semelhante a vós.
Não vos peço que compreendais meu poder, que me situa longe de vós; rogo-vos que compreendais o meu amor que me assemelha a vós e me coloca ao vosso lado. Meu poder poderá desalentar-vos e atemorizar-vos, dando-vos de mim uma idéia não justa, a de um senhor vingativo e despótico. Não quero vossa obediência por temor. Agora deve despontar uma nova aurora de consciência e de amor. Deveis elevar-vos a uma lei mais alta e eu retorno hoje para anunciar-vos a boa nova. Não sou um senhor vingativo e tirânico, como outrora, por necessidade, me supuseram os povos antigos; sou o vosso amigo e é com palavras de bondade que me dirijo ao vosso coração e à vossa razão.
Não mais deveis temer, mas, sim, compreender. Vossa razão infantil já acordou e nela venho lançar minha luz. Sou síntese de verdade e em toda a parte ela surgirá, atingindo a luz da vossa inteligência.
Não trago combates, mas paz. Não trago divisões de consciência e, sim, união de pensamentos e de espíritos.
A humanidade terrestre aproxima-se de sua unificação, numa nova consciência espiritual. Não vos insulteis, pois; antes, compreendei-vos uns aos outros. Que cada um concorra com o seu grãozinho para a grande fé e que esta vos torne todos irmãos.
Que a religião, que é revelação minha, e a ciência, que é o vosso esforço e todas as vossas intuições pessoais se unam estreitamente numa grande Síntese, e seja esta uma síntese de verdade.
Porque eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Texto do livro "A boa Nova". Psicografia: Chico Xavier.
Bartolomeu foi um dos mais dedicados
discípulos do Cristo, desde os primeiros tempos de suas pregações junto ao
Tiberíades; contudo, Bartolomeu era triste e, vezes inúmeras, Jesus o
surpreendia em meditações profundas e dolorosas.
Bartolomeu não sabia explicar o porquê
de suas tristezas, mas dizia que o Evangelho o enchia de esperanças. “Quando
esclarecestes que o vosso reino
não é deste mundo -- disse ele a Jesus --, experimentei uma nova coragem para
atravessar as misérias
do caminho da Terra, pois, aqui,
o selo do mal parece obscurecer as coisas mais puras!... Por toda parte, é a
vitória do crime, o jogo das ambições, a colheita dos desenganos!...”
Jesus lhe falou, com serenidade, que seu reino ainda não era deste mundo, mas
isso não significava que ele não gostaria de estendê-lo aos corações que mourejam
na Terra. O Evangelho teria, contudo, de florescer primeiramente na alma das
criaturas, antes de frutificar para o espírito dos povos.
O Senhor lembrou-lhe, então, que a vida terrestre é uma estrada pedregosa, mas
que conduz aos braços amorosos de Deus. “O trabalho é a marcha. A luta comum é
a caminhada de cada dia. Os instantes deliciosos da manhã e as horas noturnas
de serenidade são os pontos de repouso”, asseverou o Cristo. “Na atividade ou
no descanso físico, a oportunidade de uma hora, de uma leve ação, de uma
palavra humilde, é o convite de Nosso Pai para que semeemos as suas bênçãos
sacrossantas.”
Após explicar por que os viajores da Terra estão sempre desalentados, Jesus
acrescentou: “A verdade não exige: transforma. O Evangelho não poderia reclamar
estados especiais de seus discípulos; porém, é preciso considerar que a
alegria, a coragem e a esperança devem ser traços constantes de suas atividades
em cada dia”.
E quando os negócios do mundo nos são adversos? E quando tudo parece contra
nós? A tais questões, propostas por Bartolomeu, Jesus respondeu: “Qual o melhor
negócio do mundo, Bartolomeu? Será a aventura que se efetua a peso de ouro,
muita vez amordaçando-se o coração e a consciência, para aumentar as preocupações
da vida material, ou a iluminação definitiva da alma para Deus, que se realiza
tão-só pela boa-vontade do homem, que deseje marchar para o seu amor, por entre
as urzes do caminho? Não será a adversidade nos negócios do mundo um convite
amigo para a criatura semear com mais amor, um apelo indireto que a arranque às
ilusões da Terra para as verdades do reino de Deus?”
E quando perdemos um ente amado -- insistiu Bartolomeu --, é justo ficarmos
tristes? Jesus respondeu: “Mas, quem estará perdido, se Deus é o Pai de todos
nós?” “Se os que estão sepultados no
lodo dos crimes hão de vislumbrar, um dia, a alvorada da redenção, por que
lamentarmos, em desespero, o amigo que partiu ao chamado do Todo-Poderoso? A
morte do corpo abre as portas de um mundo novo para a alma. Ninguém fica
verdadeiramente órfão sobre a Terra, como nenhum ser está abandonado, porque
tudo é de Deus e todos somos seus filhos”.
Feliz com os ensinamentos colhidos, Bartolomeu dirigiu-se para Dalmanuta, onde
residia, meditando nas lições recebidas. Era madrugada quando chegou a casa. Ao
ranger os gonzos da porta, seus irmãos dirigiram-lhe impropérios, acusando-o de
mau filho, de vagabundo e traidor da lei. O apóstolo recordou, porém, o
Evangelho e sentiu que tinha bastante alegria para dar a seus irmãos. Por isso,
em vez de reagir asperamente, como de outras vezes, sorriu-lhes com a bondade
das explicações amigas.
Seu velho pai também o acusou, escorraçando-o, mas Bartolomeu achou natural. Seu
pai não conhecia a Jesus e ele o conhecia. Depois de repousar alguns momentos,
tomou as suas redes velhas e demandou sua barca, tendo para com todos os companheiros
de serviço uma frase consoladora e amiga, irradiando ao seu redor a alegria de
que falara o Cristo.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Texto do livro "A grande síntese." Psicografado por Pietro Ubaldi.
80 - O PROBLEMA DA RENÚNCIA
Prossigamos nos caminhos da evolução, que agora atingirá
problemas mais substanciais, penetrando as camadas mais profundas da
personalidade. Enfrentemos as mais altas fases da ascensão, mostrando o
trabalho adequado para os tipos humanos mais elevados. Nossas construções são
todas na consciência, a única a armazenar valores indestrutíveis. É em função
dessas construções que concebo qualquer forma de atividade humana. Não vos
abandoneis à inconsciência do carpe diem (aproveite o dia). Indispensável
preparar-se o futuro. Não se pode dizer: gozemos, não há amanhã. Porque o
amanhã chega e vos encontra despreparados. A inconsciência não evita as
reações. É preciso enfrentar com seriedade e coragem muitos problemas
individuais e sociais, que vossos ancestrais talvez não sentissem coletivamente
mas que, sem dúvida, não resolveram. É necessário compreender tudo e refazer
dos alicerces, especialmente o homem, que é apenas uma criança. Tendes diante
de vós imenso trabalho, e apenas o começastes. Deveis realizar acima de tudo
uma construção moral e maravilhosa e é para preparar-vos para ela que executei
tão longa viagem, desde os movimentos primordiais até o espírito.
A lei futura está,
não há dúvida, no Evangelho do Cristo e se realizará no esperado Reino de Deus.
Mas esta lei vos aparece hoje como um caso limite, de que só é possível
avizinhar-se por aproximações sucessivas, por meio do uso inteligente das
forças biológicas. As verdadeiras soluções partem do indivíduo e de seu coração,
atingem a substância, mudando primeiro a conformação da alma individual. Não se
trata de experiências coletivas exteriores, de sistemas reorganizados; mas
trata-se de maturação biológica; trata-se de compreendê-la e de secundá-la. Não
pode ser negada, porque é irresistível.
O problema pode
considerar-se como religioso, político, econômico, jurídico, artístico,
científico; atinge o homem integral e, portanto, todas as suas manifestações.
Não se trata de destruir, mas de sublimar os caracteres fundamentais da
personalidade: vontade cada vez mais viril, inteligência mais aguda, coração
sempre mais sensível e aberto. Do homem deve nascer o anjo. É a redenção de
Cristo. O Evangelho é o seu código, a virtude é a norma, a vida dos santos, a
experiência. É a fé que anima todas as religiões, cada uma em seu nível. Corpo
e espírito são posições vizinhas, duas fases, dois mundos, duas leis. A
evolução tem que realizar a ascensão BETA->ALFA (Da Matéria ao espírito).O primeiro já está feito. A
evolução continua e é necessário fazer evoluir o segundo, consolidar e elevar
vossas tentativas de formações psíquicas (paixões, embriões de
intelectualidade, esboços de alma coletiva). O homem conquistou o poder fora de
si, o domínio da Terra. Agora tem que conquistar o poder dentro de si, o
domínio do espírito.
Num mundo em que
ninguém pensa no semelhante como seu irmão, como se a sorte do próximo pudesse
ficar isolada e não recaísse sobre todos; num mundo em que ninguém tem em si a
medida da própria expansão, mas a espera da reação dos outros, que igualmente
quereriam expandir-se sozinhos, acima de todos; nesse mundo, a aparente utopia
evangélica é o único cimento coordenador de atividades e construtor do
organismo social. Todos aguardam sistemas exteriores, contanto que não mudem a
si mesmos. Nas mais diferentes experiências sociais todos ficam sempre
idênticos, mas o progresso social só pode verificar-se através dos progressos
individuais somados; a melhoria do organismo virá da melhoria de cada uma de
suas células. Assim se realiza a grandiosa ascensão humana que, partindo do
inferno da animalidade (o mundo da fera), através do purgatório da prova que
ensina ou da dor que redime (lei de equilíbrio), chega ao paraíso das
realizações do divino (o mundo super-humano). As vias da evolução são também as
vias da libertação das trevas, do mal, da dor.
É necessário
demolir e reconstruir; sufocar a animalidade individual e social e qualquer
expressão dela, substituindo-lhe por manifestações de ordem superior. Para
reedificar, mister também destruir, depois substituir e reconstruir. Se a
renúncia é necessária como demolição, é indispensável substituir o velho com
novas paixões, impulsos e criações, para que o ritmo da vida não pare e o
espírito não fique árido. É necessário que o alegre esforço de renascer mais
alto supere e absorva o tormento da morte mais embaixo. Evitai as loucuras da
renúncia pela renúncia: isso provoca perigosas zonas de vazio, em que a alma se
atrofia. Mas seja a luta tempestuosa e heróica, como a dos conquistadores que
avançam seguros; seja de arrojo de paixão que sabe vencer tudo; seja em cada
átimo cheia de alegria de uma juventude renovada. Forma-se, então, entre corpo
e espírito, uma rivalidade, uma guerra, que os místicos bem conheceram e
descreveram.
Se subimos aos mais
altos níveis, parece que a velha forma biológica, que se atrofia, não pode mais
suportar o psiquismo hipertrofiado e surgem desequilíbrios aparentes, que a
ciência, não sabendo compreendê-los, define como patológicos, classificando-os
como formas de neurose. A matéria é pertinaz, mas é filha do passado que se
supera; o espírito sofre, mas o futuro pertence-lhe; passado e futuro
significam força e justiça, dor e alegria, escravidão e liberdade, mal e bem;
extremos entre os quais oscila a alma humana para sua ascensão.
Para os seres
evoluídos, essas realidades do espírito - inconcebíveis para os tipos
inferiores - podem ser irresistíveis. Então a luta assume proporções tremendas,
entre um espírito que busca com toda a força sua afirmação e exige para si toda
a vida, e uma natureza inferior, que não quer ceder o campo e não quer morrer.
O passado resiste sólido, por impulsos de milênios, cristalizados nas formas.
Ao incêndio do espírito opõe a inércia das grandes massas e agarra-se como
contrapeso ao frêmito do anjo alado que anseia voar. O espírito vê, guia,
segura, é o centro dinâmico. A matéria é massa estabilizada que fixou e
conserva as conquistas feitas. O espírito está à testa, arrisca novos
equilíbrios, destacando-se dos caminhos conhecidos, arrostando perigos para si;
o esforço é todo seu. O organismo humano está construído para prover, com um
mínimo de esforço psíquico, a sua vida vegetativa, para atender ao metabolismo
e não para suportar as tempestades da alma. Mas para esses seres, cada átimo de
vida é um átimo de transformismo evolutivo, a grande caminhada não pode
deter-se e a vida desloca seu centro. Tudo se transforma no ser: paixões e
aspirações, numa realização cada vez mais intensa do divino. Drama laborioso e
fecundo, que só os grandes souberam viver, que a grande arte do futuro saberá
compreender e representar. Lutas e vitórias de titãs. Impô-las a quem não está
maduro, significa dar a morte, sem tornar a dar a vida.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Mensagem aos cristãos.
Ó Cristãos do mundo inteiro,
que tendes feito, em dezenove séculos de trabalho, pela realização, na Terra,
do Reino dos Céus?
Ao lado da criação de uma
civilização, da direção milenária dada ao pensamento humano, de obras colossais
da arte, de uma multidão de mártires, gênios e santos, ao lado de todo bem que
o Cristianismo tem trazido por força da divina centelha que o anima, quanto mal
proveniente da fraqueza humana em cujo meio tem operado! Quanta resistência
tendes oposto a esse divino impulso que anseia por elevar-nos! Quanta
tenacidade vossa para permanecerdes substancialmente pagãos! Quantas
tempestades não tem o homem desencadeado, com suas paixões, em torno da nave da
Igreja de Roma!
A dura necessidade de
comprimir o incoercível pensamento na forma, em regras disciplinares, e de
cobrir a verdade resplandecente com um véu de mistério, foi imposto por vosso
instinto de rebeldia, que de outro modo teria levado o princípio original a
fragmentar-se no caos.
Algumas elevadas verdades que
o Cristianismo contém não puderam exercer ação senão por motivo de imaturidade
dos homens; certas liberdades não podem ser concedidas àqueles que estão sempre
prontos a abusar de tudo. Que imenso esforço, que longo caminho deve percorrer
a idéia divina até poder concretizar-se na Terra!
Nunca vos interrogastes que
imensa força moral representaríeis no mundo se fôsseis verdadeiramente
cristãos? Nunca a vos mesmos perguntastes que paraíso seria a Terra se
houvésseis compreendido e praticado a boa nova do amor evangélico? Em vez
disso, que triste espetáculo! A palavra de unidade subdividiu-se, o rebanho
está desunido, os filhos de Cristo já não são irmãos, mas inimigos!
É chegada a hora de
despertardes á luz de uma consciência maior. O tempo maturou o momento de
grandes abalos, inclusive no campo do espírito. E no momento decisivo eu venho
lançar no mundo a idéia decisiva. Venho reunir-vos todos, ó Cristãos do mundo,
a fim de que, acima da forma que vos divide, vos aconchegueis em torno da
figura de Cristo e encontreis de novo uma unidade substancial.
Isso vos digo em Seu nome,
quando se completam dezenove séculos de Sua morte e a história se encaminha
para o terceiro milênio. Digo-vos que deveis abraçar-vos novamente em face da
ameaça do iminente momento histórico, a fim de que vossa união constitua uma
barreira contra o mal, que se prepara para desencadear um tremendo ataque. As
grandes lutas exigem grandes unificações.
Não toco em vossas divisões de
forma, mas enfatizo a substância da idéia de Cristo, de que todas vossas
crenças nasceram. Quero que se vivifique a fé, desfalecente em vossas almas;
que se reanime a fé nas coisas eternas, já escritas com tanta simplicidade; que
de novo viva o singelo espírito do Evangelho e vos torne todos irmãos. É
somente disso que o mundo precisa e essa é a solução para todas as crises. Não
são necessários novos sistemas: é preciso que surja o homem novo.
Eu venho para unir, não para
dividir; trago paz e não guerra. Não toco em vossas organizações humanas, mas
vos digo: Amai-vos em nome do Cristo e vossas organizações se tornarão
perfeitas.
Antes do início do novo
milênio, todos os valores humanos sofrerão uma grande revisão e a fé se
enriquecerá com a contribuição da razão e da ciência. Na iminência dos tempos,
que toda a Cristandade volva seu olhar para o farol de Cristo.
Vinde, todos vós, ó homens que
vos iludis pensando possuir uma verdade diferente. Deus é a verdade única,
substancialmente idêntica em todas as religiões, na ciência como na fé.
Se os caminhos, as
aproximações são diferentes, o princípio e a meta são a mesma idéia pura e
simples do amor fraternal, idéia tanto dominante no Evangelho como no universo.
Os profetas afirmaram com variação de poder e aspectos o mesmo princípio.
A humanidade se encaminha para
as grandes unidades políticas e espirituais. Que não surjam novas religiões e
sim que as existentes se unifiquem numa fusão de fé que envolverá o mundo. O
progresso se encontra no amor recíproco, que une, e nunca na rivalidade, que
divide.
Paz, união e amor sejam
convosco na minha bênção.
Do livro "Grandes Mensagens" psicografado por Pietro Ubaldi.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida."
O evangelho é uma criação divina com origens insuspeitadas e
completamente desconhecidas da humanidade.
Poucos compreenderam este aspecto profundo da mensagem evangélica. Só
mesmo um Santo Agostinho, - um dos maiores gênios da história - um Pascal, -
outro gênio portentoso - e algumas raras almas eleitas tiveram uma melhor
compreensão de seu sentido.
Observamos que o maior obstáculo à compreensão da maioria
não é o entendimento e sim o estado moral, o que poderíamos chamar de
“coração”. Este demônio que todos temos dentro de nós, este espírito perverso e
leviano, responsável por toda gama de sofrimento em todos os tempos e lugares
do planeta, resiste até o último fôlego à entrada da luz; e o evangelho é a
mais pura luz que já penetrou nas trevas deste mundo.
Quando o divino mestre Jesus disse: “Eu sou o caminho, a
verdade e a vida,” “ ninguém vai ao Pai sem antes passar por mim,” ele
expressava uma realidade profunda, um aspecto profundo de leis biológicas tão
reais como a lei da gravidade. Toda
a criação está engajada em um processo universal redentor, cujo principal
expediente é a
dor. Os filósofos e psicólogos do
futuro ainda descobrirão fatos inéditos sobre a dor, tal descoberta trará luz a
muitas questões que por hora estão veladas à maioria ignorante.
A mensagem do divino mestre Jesus é a salvação de toda a
humanidade para sempre, sua redenção definitiva e a volta aos “braços” de Deus.
"Porfiai por entrar pela porta estreita..."
Entre tantas considerações sábias que nos deixou o divino
mestre Jesus esta certamente é uma das mais ricas em sabedoria, pois denota um
conhecimento profundo da psicologia humana e sua necessidade vital de
comprometimento a uma transformação moral.
Atentemos para o “Porfiai”, isto é: esforçai, perseverai.
O mestre compreendia a necessidade do esforço pessoal e
persistente da alma humana sem o qual não há progresso moral.
Ao recomendar entrar pela porta estreita o sublime mestre
aponta o caminho verdadeiro, mas reconhece o comodismo, fraqueza, a má vontade
humana sempre falaz e hedonista, o ser humano não procura a verdade e sim o que
é simplesmente agradável e cômodo.
Quando dizemos acima que o divino mestre denotou um profundo
conhecimento da psicologia humana é por que a natureza humana é demoníaca,
todos têm um demônio interior que precisa de severa vigilância. A maioria não
tem qualquer preocupação em manter em vigilância seus demônios, por isso, às
vezes torna-se escrava de seus demônios, por vezes durante a vida inteira. O
resultado é sempre dor, humilhações, pois nunca se cede ao mal sem
consequências desastrosas para si. Por isso notamos na recomendação do mestre a
solução a um problema antiquíssimo que remete a causas profundas desconhecidas:
a origem do mal e sua permanência no mundo. Na verdade aconteceu uma tragédia
cósmica de dimensões universais, toda a criação geme, sofre, chora até o dia da
redenção universal. É por isso que a dor é companheira incessante de toda
criatura vivente, a dor é a mestra redentora, purificadora, sensibilizadora e
moralizante, um recurso eficaz utilizado por Deus para transformar os mais
soberbos, frios e empedernidos corações.
É o evangelho um código universal de conduta moral, há ali a
verdade pura, segredos que só o tempo revelará a uma humanidade melhor.
Dizem que o nascimento de Jesus envolveu todo o cosmo. Por
aí podemos inferir da importância desse acontecimento.
É lamentável que tão poucos possam apreender o sentido
verdadeiro da mensagem evangélica. A astuta e egoísta alma humana distorce a
verdade a favor de mesquinhos, baixos e maldosos interesses humanos. Mas, pobre
de quem desrespeita a lei de Deus, inconsequente e infeliz alma que atrai
muitas dores para si.
O evangelho é luz, amor, verdade e vai um dia penetrar em
todos os corações do mundo, pois assim é a vontade de Deus, e quem vai
contrariar a vontade de Deus?
A pobre e infeliz humanidade está longe de poder reconhecer
o sacrifício que o mestre Jesus fez por nós. Somente nos séculos futuros uma
humanidade melhor vai compreender a sublimidade e todo o amor deste sacrifício.
É ao amor e ação do divino mestre Jesus que a humanidade
deve sua redenção por todos os séculos.
Ao mestre vai nosso respeito, toda nossa admiração.
Ele é o caminho, a verdade e a vida...
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