O mestre Jesus comia carne? Os evangelhos não revelam nada sobre isto.
Mas o conhecimento profundo das leis universais faz propender para uma resposta
negativa a esta pergunta.
As condições biológicas necessárias para a existência de
uma criatura em um determinado meio dependem da condição moral da alma. Quanto
mais evoluída moral e intelectualmente, melhor é sua condição de vida. Esta é
uma das inúmeras leis que governam o universo imponderavelmente.
Uma alma de condição superior tem uma sensibilidade muito
maior de que outra inferior. Sua constituição psíquica-física é muito mais
delicada. Isto faz que sejam ultra sensíveis.
Os pais e os médicos do mundo evitariam terríveis
consequências para as crianças se compreendessem que não devem obrigar as
crianças a comer alimentos aos quais ela tem uma repugnância natural. A
natureza nunca erra, a cultura humana e suas tradições sim. Não se deve sufocar
a natureza em prol das tolas convenções humanas e sim o contrário.
Quantos sofrimentos terríveis e até mortes causaram a
ignorância humana por desrespeitar esta lei sutil.
Tudo o que existe é constituído por átomos, os quais
vibram em determinado padrão.
A dissonância causada entre o contato do alimento com os
átomos da constituição psíquica-física do ser humano ocasionam desequilíbrios
que afetam tremendamente o organismo.
A ciência do futuro ainda vai compreender isto. É a causa
desconhecida a qual explica a rejeição das crianças à carne e outros alimentos.
O organismo de nosso mestre maior era sobremaneira
superior a qualquer outro em nossa história. Por isto era natural que se ressentisse
da condição grosseira dos alimentos que ele tinha à sua disposição.
Nosso mestre sublime viveu em uma época e numa região
bastante atrasada, com um escasso desenvolvimento social, econômico e
intelectual.
Isto era compensado por sua sabedoria altíssima, a qual propiciava
a ele recursos para sua sobrevivência inimagináveis para nossa ignorância,
ainda que após mais de dois mil anos de evolução.
Portanto, ele dispunha de capacidade mental e intelectual
para utilizar recursos ocultos à nossa ignorância para sua nutrição.
Seria um contrassenso medonho uma alma do nível de nosso
divino mestre participar do cruel e perverso crime de devorar a carne de nossos
irmãos menores.
A ignorância perversa alega seus loucos argumentos para
justificar sua crueldade, pois é de sua natureza rebaixar tudo a seu nível, mas
a lei de Deus é eterna.
O mestre conhecia o mecanismo oculto da lei de Deus. Ele
sabia que tudo é cobrado, até o mais insignificante de nossos erros. Ele tinha
um entendimento superior, o que o fazia compreender quanto sofrimento desaba na
existência humana a todo o momento como punição imposta pela justiça de Deus ao
crime cruel de comer a carne de seus irmãos inferiores.