"Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.
Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono."
Apocalipse 3:19-21
A primeira frase destes versículos do apocalipse: “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo...” revela um aspecto profundamente transcendental da sublime personalidade de nosso mestre maior, o qual utilizou a boa vontade e a humildade do apóstolo João para deixar à humanidade esta monumental obra, uma obra prima do simbolismo sagrado.
“Eu repreendo e castigo...” revela o quanto é poderoso nosso mestre maior, pois ele tem acesso a recursos inimagináveis para nossa ignorância, estreita e baixa.
Somente os gigantes do espírito tem tal poder. Essas almas tem acesso aos mecanismos profundos e ocultos, os quais governam toda a natureza em todos os confins do universo. Estas poderosas almas manipulam as forças do destino, as quais dirigem as existências de todas as criaturas existentes na natureza. Elas governam mundos e multidões sem fim de humanidades neste universo infinito no qual existimos.
Aqui podemos conjeturar a altura do patamar da sabedoria sublime de nosso mestre maior.
“Eu repreendo e castigo a todos quantos amo...” remete à psicologia humana e sua necessidade de punição quando necessário. A alma humana é baixa, rasteira, astuta e maldosa. Nosso mestre maior sabia disto. Ele compreendia a necessidade do recurso punitivo da dor, sem o qual o perverso coração humano não se abre à luz, à verdade, ao bem e ao amor.
Também ele dá a entender o aspecto benéfico e positivo da justiça divina ao complementar com a frase: “a todos quantos amo...”
Eis um parâmetro interessante da misericórdia divina. Nosso mestre Jesus alertou à alienada e perversa humanidade, que ele está perfeitamente ciente do quanto é necessário a punição, a dor, o martelamento contínuo do sofrimento para que desabroche a flor do bem, do amor e da verdade, camuflada no fundo de nosso coração, sob a aluvião imunda, acumulada em nosso subconsciente por milênios de loucuras e perversidades. Uma herança demoníaca fatal que todos carregam dentro de si e arrasta multidões de pessoas todos os dias para as trevas da dor, da morte e da agonia terrificante.
No segundo parágrafo nosso mestre maior indica a solução para evitar isto ao dizer: “Eis que estou à porta, e bato;” dando a entender que ele está sempre presente diante de nós e convida a todos nós a todo o momento.
No último parágrafo a sapiência de nosso mestre maior se superou ao dizer: “Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono;” uma clara alusão para quem tiver coragem, boa vontade e humildade para seguir seus passos, afirmando que o objetivo de sua vida deve focar-se no céu do além e não nesta existência limitada, mesquinha, dolorosa e repleta de misérias.
É como se nosso mestre maior dissesse: “Quem abrir seu coração à luz evangélica do bem, do amor e da verdade, vai plantar no tempo hoje, para colher na eternidade amanhã.”
O final do último versículo revela a imensidão de sua alma e seu poder supremo ao afirmar: “Assim como eu venci, e me assentei com meu Pai em seu trono.”