Meu mestre maior:
Hoje é a noite mais especial do ano. É a comemoração universal de tua chegada sagrada a este inferno. A partir de tua chegada abriu-se a estrada divina do bem e a da luz divina, a qual encaminha aos páramos celestes do amor infinito de Deus.
Perdoa meu mestre sublime a multidão ignorante, a qual distorce teu sagrado evangelho a favor de convenções estúpidas, para satisfazer seus instintos baixos e perversos sob a influência do diabo.
Tem pena da multidão ignorante meu mestre, são cegos guiando outros cegos e como tua sabedoria celeste nos advertiu, ambos cairão em um abismo.
Pobres criaturas! Elas tem o entendimento tardio e distorcido. Não querem seguir tuas recomendações divinas. O coração delas é um poço de egoísmo, maldade e baixeza, só cedem à baixeza do interesse rasteiro.
Há milênios a tolice humana perverte teu evangelho sagrado a favor de sua tradição diabólica, inspirada pelo diabo e sua caterva perversa.
Na noite de hoje milhões de pessoas, estão preocupadas em dar presentes umas às outras. Estão focadas em festas, alegrias mundanas, beber e comer, sem qualquer lembrança do verdadeiro sentido de tuas palavras sagradas, voltadas para o sacrifício próprio, à humildade, ao bem, à luz e à verdade, na luta diária por toda a vida. Tua mensagem sublime estabeleceu os princípios divinos sob a égide magnífica do amor de Deus para toda a humanidade perpetuamente. Teu evangelho sagrado é o roteiro de luta sagrado para aproximar a humanidade de Deus todos os dias até o final dos tempos.
Não é assim que pensa a alienada multidão, dominada por forças diabólicas, desde o começo dos tempos.
Mas quem ouve seus arrazoados perversos e loucos? Quem vai palmilhar suas veredas trevosas? Somente os fracos, os maldosos, os ignorantes e inconsequentes, amigos do mal, vão dar ouvidos às suas sugestões demoníacas, para terminarem derreados, doentes, tristes, atulhados de dores e problemas até o pescoço, sob a inexorável justiça de Deus.
Aí sob o inferno pessoal que criaram para si próprios, a alma da multidão vai lamentar o dia que deu ouvidos ao mal e trocou teu evangelho sagrado por presentes e festas mundanas, sem abrir o coração aos mais necessitados, sem perdoar o próximo, sem dividir seu bem estar com os desvalidos da sorte, sem alimentar bocas famintas, sem alegrar os tristes, sem ajudar o próximo, sem combater o mal, as trevas e o desespero, sob a bandeira divina da humildade e do amor divino.