Somente o divino mestre Jesus sabia que o universo está saturado com o amor de Deus.
Somente Ele sabia que a bondade de Deus é um fator ponderável e de suprema importância no equilíbrio das coisas.
Somente ele podia compreender os meandros íntimos das coisas, os quais são ininteligíveis à nossa ignorância.
Somente Ele podia enxergar a verdade sob a aparência enganosa
de nossa ilusão perversa.
Somente Ele podia encarar face a face a luz magnificente de Deus, sem ser ofuscado pela chama devoradora que jorra perpetuamente do imo de Deus e espalha-se por todo o Universo.
Somente Ele podia amar sem as amarras rasteiras do egoísmo e da maldade que pesa como uma tonelada em nossa alma.
Somente Ele podia espalhar as rosas refulgentes do bem, puras e sublimes, as quais foram colhidas no jardim eterno de Deus.
Somente Ele podia oferecer a flor magnífica do perdão sem a praga do interesse e da maldade que nos envenena.
Somente Ele podia difundir pelas estradas pedregosas do mundo a beleza sublime do sentimento.
Somente Ele podia encarar sobranceiro toda a corja de demônios do inferno e afastá-los com um simples olhar.
Somente Ele podia falar sem a malícia ignorante que corrompe
nossas mais belas palavras.
Somente Ele podia cantar a beleza supimpa da legítima humildade sem a ulcerosa nódoa do orgulho que nos enlouquece.
Somente Ele podia plantar a semente luminosa da simplicidade verdadeira sem a erva daninha da vaidade.
Somente Ele podia iluminar nossas trevas com sua sabedoria portentosa, oriunda da verdade eterna de Deus.
Somente Ele podia chamar a si o desafio supremo e assombroso do sacrifício espantoso que nos salvará para sempre.
Somente Ele podia ter tanto amor e bondade...