“Portanto, de que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
Estas sábias palavras lançam um desafio à nossa civilização atolada até o fundo em seu materialismo frio, egoísta e perverso.
É uma censura sábia em prol da alma, o verdadeiro tesouro imperecível.
Nosso mestre Jesus era um ser totalmente espiritualizado e puro, sem qualquer indício de maldade. Tinha uma retidão magnificente. Seu coração jorrava a mais pura bondade e iluminava tudo ao redor de si com sua luz inebriante. Ele amava o bem, a verdade, a luz divina, a pureza e a humildade legítima. Amava a Deus e tinha uma confiança sublime em Deus.
Estava anos-luz psicologicamente distante do mais sábio e bondoso ser humano.
Ele compreendia os arcanos misteriosos da alma e sua importância capital em relação com a existência humana.
Sabia que só a alma importa, que está na alma a fonte da luz e da verdade. È na alma que está a solução para todos os problemas humanos, mesmo os mais materiais. E lá que existe a morada do espírito eterno, a fonte de luz eterna que jorra a luminosa estrela do amor, do bem e da verdade para sempre.
Ele compreendia como ninguém a ilusão tão humana e frequente do acúmulo de bens, os quais a traça vai roer, o ladrão pode roubar e o tempo vai transformar em poeira.
É difícil convencer o entendimento humano sobre esta realidade. Nossa civilização está envenenada desde os primórdios por esta poção universal perversa, a qual ela obriga todos a sorver desde os primeiros anos de vida. Ai de quem resistir e não sorver o veneno! Será marginalizado e todos se voltarão contra ele.
Assim foi com nosso mestre sublime, assim foi com tantas almas corajosas que afrontaram o monstro invisível e perverso que todos chamam de civilização, mas que na realidade é um produto infame da vontade perversa e egoísta de cada um.
Mas nosso mestre sublime também conhecia a justiça de Deus como ninguém. Ele sabia quão doloroso e perigoso para nós é trocarmos a luz divina da verdade pelas moedas imundas e perversas do mundo, manchadas pela mão do demônio.
Sabia também que só o tempo e a dor poderão despertar a perversa e tenaz alma humana para o rumo de verdade e da luz e que só seu evangelho sagrado é a cura definitiva da loucura, do mal, do egoísmo e de tantas outras misérias que infestam nosso coração.