Salta à vista nos evangelhos a bondade sem limites de
nosso mestre Jesus. Muito diferente de nós, ele não tinha dentro de si este
demônio egoísta e perverso, o qual quer tudo para si, sem qualquer consideração
pelo próximo.
Seu coração era um altar onde reinava a mais absoluta
bondade. Ele tinha um amor incondicional e inesgotável por todas as criaturas. Muito
diferente de nosso demônio interior tão maldoso, baixo e indiferente a outrem,
ele amava todos sem qualquer distinção de raça, aparência, distinção social,
nacionalidade e outros separatismos criados pela maldade dos homens.
Sua voz falava sempre o necessário. Ele era sábio e
humilde ao mesmo tempo, - uma conciliação quase impossível a qualquer ser
humano – dizia sempre a verdade na medida necessária, sem distorcer a verdade,
como fazem tantos infelizes, cegos e inchados de vaidade.
Por isto suas palavras: “Eu não tenho demônio.” “Eu sou
de cima, vós sois de baixo.” Ele era totalmente puro, mas sem ingenuidade. Ele
tinha uma sagacidade genial, como demonstra muitas passagens nos evangelhos.
Amava a todos, mas tinha uma sagacidade penetrante. Enxergava claramente a
verdadeira motivação por trás de todas as ações humanas. Aquela que a própria
pessoa não enxerga, pois sua visão está obscurecida por seu orgulho, vaidade,
estupidez e perversidade; qualidades estas totalmente inexistentes em sua
elevadíssima alma.
Ele conhecia o
demônio humano como ninguém, como o demonstra inúmeras passagens nas páginas dos evangelhos; ele detinha a sabedoria divina aliada a uma penetração psicológica
genial.
Ele tinha um conhecimento elevado e profundo da natureza,
no qual continha revelações profundas sobre a atuação poderosa, sapientíssima e
inexorável de Deus em todos as coisas do universo. Ele conhecia como ninguém a
sábia lei de Deus, a qual rege com uma sabedoria inimaginável para nossa
pequenez os destinos de todas as criaturas dos universos sem fim.
Muito ainda a humanidade precisará evoluir para
compreender a magnitude de seu sublime sacrifício.
Ao mestre sublime vai toda nossa gratidão.