Todos somos devedores ao
divino mestre Jesus. Seu sacrifício sublime possibilitou o início de uma obra
perene a qual possibilitará a iluminação individual e libertação das garras do
mal.
Salta à vista nos evangelhos
uma constante preocupação moral. As palavras divinas do mestre Jesus denotam um
profundo conhecimento da baixa natureza humana em todas as circunstâncias. Ele
deu a entender diversas vezes o quanto perversa e leviana é a alma humana.
Em muitas passagens
evangélicas nota-se que o mestre Jesús compreendia muito bem o quanto é
inconsciente o ser humano.
Sua encarnação nas trevas
deste mundo só pode ser justificada por uma absoluta necessidade. Deus em Sua
maravilhosa sabedoria infinita não providenciaria o nascimento de tão sublime
ser caso sua obra estivesse sujeita a fracassar. Não podemos de forma alguma
crer que o Ser criador de infinitos universos, contendo multidões inumeráveis
de mundos, vidas, seres, todos enquadrados na ordem eterna, pudesse descuidar
de um ser tão sublime. Seria absurdo pensar assim. Apenas a cegueira perversa
aliada à estupidez humana resiste à verdade.
O mestre era puro, não tinha o
demônio interior que todos têm a envenenar lhe e corromper a alma. Ele detinha
a sabedoria eterna, seu conhecimento abrangia segredos da natureza
inimagináveis à pobre humanidade ignorante. Somos selvagens bárbaros se
comparados a ele.
Somente a evolução e a
consequente transformação progressiva da moral e do intelecto humano poderão
possibilitar uma melhor
compreensão da estatura espiritual de sua magnificente alma.
A humanidade do futuro
purificada no fogo da dor cantará hosanas e homenageará seu sublime sacrifício
para sempre.