"E por que atentas tu no
argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu
próprio olho?"
Lucas 6:41
Esta passagem evangélica
revela uma profunda sabedoria. Aqui o
divino mestre Jesus apontou um grande e comum defeito humano, mas sob uma ótica
totalmente nova.
Somos egoístas até o fundo da
alma, tudo o que pensamos, fazemos está maculado desde o início por este
sentimento rasteiro e açambarcador. O baixo eu humano se auto valoriza
desmesuradamente, tem um amor a si que beira ao fanatismo. Esta é umas das mais
marcantes características do demônio humano.
Todos tem fraquezas, mas nosso
demônio interior sente um prazer sádico
em apontar com rigor as fraquezas do próximo e perdoar as suas próprias.
Somos rigorosos com os outros e tolerantes conosco.
Este desmesurado amor a si
distorce a verdade a favor de seu baixo eu egoísta, faz com que enxergamos tudo
sob uma ótica pessoal e parcial. Raro é que alguém se afaste, ainda que
temporariamente, de tal posição.
Esta postura psicológica está
totalmente oposta à visão cristã, a qual prega a humildade e o amor ao próximo acima de tudo.
Aí está uma das maiores
dificuldades da humanidade em caminhar ao passo evangélico. É muito forte o
laço que o demônio do egoísmo orgulhoso atou à humanidade.
Muitos são os escravos deste
demônio, os quais tem a alma acorrentada às peias do orgulho.
Se nossa estreiteza
intelectual nos impede de enxergar esta realidade, isto não passou despercebido
à sagacidade do mestre Jesus.
Ele era detentor de uma sabedoria divina,
enxergava fatos totalmente ocultos à nossa estreiteza mental, dispunha de
recursos mentais e intelectuais inimagináveis à maioria ignorante. Muito ainda
a humanidade terá de evoluir para compreender o fenômeno cristão e a sublime
personalidade do mestre Jesus.