O divino Mestre.
Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
O mestre e sua sublimidade.
“Eu sou de cima, vós sois de baixo.” Estas palavras revelam a profunda diferença de natureza entre a sublime personalidade de nosso mestre maior e a baixeza da natureza humana. É esta baixeza tão comum à humanidade que perverte a visão de tudo e corrompe o entendimento do alienado e perverso coração humano.
O ser humano não consegue enxergar coisa alguma além de seu estreito, baixo e egoísta círculo de ideias. Tudo o que extrapola este limitadíssimo círculo torna-se ininteligível.
Nosso sublime mestre compreendia perfeitamente este estado psicológico. Deduz-se claramente isto, não apenas pela frase acima, mas também por outras passagens evangélicas.
Ele sabia que sem sua boa vontade, humildade e sacrifício, jamais a luz de Deus penetraria nas trevas demoníacas deste inferno. Se ele não descesse até nós de seu trono luminoso no seio de Deus estaríamos condenados para sempre às trevas do mal e da loucura e pereceríamos afogados no mar da perversidade.
Ele compreendia muito bem que seriam necessários milênios de evolução moral e intelectual para que o pervertido entendimento humano abrisse à luz sublime de Deus. Ele sabia que só o tempo e a dor ensinariam à humanidade o valor das coisas verdadeiras e implantariam a flor do amor divino no coração de todos, abrindo a alma humana à luz da humildade, paciência, amor ao próximo e achegando ao amor infinito de Deus.
“Eu sou de cima.” Sua voz divina revelou um aspecto primordial de sua personalidade magnificente e excelsa, proveniente de regiões magníficas no seio de Deus. Ele estava infinitamente acima do baixo, rasteiro, perverso e vulgar meio ambiente em que vivia, por isto ele disse a frase acima.
Sem seu amor divino, o qual trouxe a luz evangélica do seio de Deus até nossa baixeza, viveríamos para sempre acorrentados a nosso demônio e submergiríamos para sempre sob o guante perverso e insidioso do mal.